JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

QUEM É O SENHOR TEU DEUS?

... Amarás ao Senhor teu Deus
de todo o teu coração, de toda a
tua alma, de todas as tuas forças e
de todo o teu entendimento, e
ao teu próximo como a ti mesmo. Lc 10:27

O QUE TODO JUDEU PRECISAVA SABER

Quando lemos o versículo acima, temos a impressão de que ele somente passou a ser conhecido e recitado pelos cristãos após o ministério terreno de Jesus; o que não é verdade: este versículo era bem conhecido pelos judeus dos tempos antigos; ou seja, este texto, só na forma escrita já conta com quase quatro mil anos. Observe então o que está escrito no livro de detalhamento da Lei de Moisés, que é o livro de Levítico: Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor (Lv 19:18). E, ainda, no livro de Deuteronômio, outro dos cinco livros da Lei de Moisés está escrito: Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. Dt 6:5. Esta era a base do ensinamento dado a todas os judeus que conheciam Os Dez Mandamentos, e que observavam a Lei de Moisés.

Sem querer entrar em detalhes históricos que se relacionam à motivação dos judeus para haverem escrito os livros da Lei de Moisés, eu quero afirmar que eles foram escritos em tempos muito distintos e por autores também muito diferentes; embora sua autoria seja atribuída a Moisés; esta consideração de que os livros da Lei são de autoria de Moisés é muito justa, porque o assunto desses livros é a Lei dada por Deus a Moisés, que são os Dez Mandamentos. Então, se consideramos, com justiça, que o acontecimento mais importante do Antigo Testamento foi o encontro de Moisés com Deus, no Monte Sinai, no qual Moisés recebeu as Tábuas da Lei, é justo também considerar que todos os livros do Antigo Testamento devem fefletir, fielmente, o conteúdo dos Dez Mandamentos; e que fora deles, não há nada que possa ser considerado Lei de Moisés.

Caro leitor, neste momento eu quero lembrá-lo de que os assuntos tratados pelo Jesuismo só podem ser plenamente entendidos pelas pessoas que estiverem dispostas, no seu dia a dia, a falarem somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos e a levarem Deus a sério, tanto quanto o conheçam, segundo a opinião de Jesus Cristo. Dito isto, eu reafirmo que todos os judeus só eram obrigados a prestar contas a Deus sobre o conteúdo dos Dez Mandamentos e não de um emaranhado de preceitos que os escribas entendiam ser a interpretação revelada da Lei de Moisés. Por isto o Jesuismo só considera a Palavra de Deus, todo o conteúdo Bíblico que Jesus não revogou; aí, se inclui, obviamente os Dez Mandamentos.

É deste emaranhado de preceito religiosos, que nada tem a ver com os Dez Mandamentos, que Jesus libertou as pessoas, não somente a judeus como também a não judeus; Ele resumiu toda a Lei a dois mandamentos: Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses. Ao que lhe disse o escriba: Muito bem, Mestre; com verdade disseste que ele é um, e fora dele não há outro; e que amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E ninguém ousava mais interrogá-lo (Mc 12:28-24)

Neste ponto eu quero chamar à atenção do leitor para o fato de que Jesus pregava nas ruas e no templo tudo aquilo que as pessoas conheciam e esperavam. Todos os judeus sabiam que o amor a Deus teria que ser sem limites e que amar ao próximo era mais importante do que sacrificar animais para o perdão de pecados. Portanto, é preciso que os cristãos abram mão de preceitos que os fariseus diziam ser a Lei de Moisés; na verdade, o que os escribas e fariseus chamavam de Lei de Moisés, era apenas um conjunto de estatutos pelos quais a tribo de Israel se regia como uma teocracia que era; e na teocracia, os homens cometem os erros e atribuem a Deus a autoridade com que os cometeram. Estes estatutos não podem obrigar os cristãos a nada porque Jesus os revogou completamente; tanto assim que Ele não apedrejou a mulher adúltera, como queriam os judeus, baseados, segundo eles, na Lei de Moisés. 

E para evidenciar o fato de que todos os judeus conheciam a Lei de Moisés, resumida a dois mandamentos, vejamos como um doutor da Lei se pronunciou a respeito do assunto: E eis que se levantou certo doutor da lei e, para o experimentar, disse: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Perguntou-lhe Jesus: Que está escrito na lei? Como lês tu? Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Tornou-lhe Jesus: Respondeste bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? (Lc 10 25-29). Com esta resposta, ficou bem claro que o doutor da Lei não conhecia nem a Deus, nem a seu próximo e nem à Lei de Moisés.

Me parece claro que todos os judeus precisavam conhecer a Deus, ao seu próximo e à Lei de Moisés, o que acaba sendo um princípio religioso universal que se aplica a todas as religiões sérias, que acabam convergindo necessariamente para o cristianismo. Infelizmente, a falta de conhecimento de Deus, do próximo e da Lei de Moisés transforma muitos líderes religiosos em algozes e os crentes em escravos, mesmo que Jesus tenha prometido liberdade. Mas para que o cristão se aproprie da liberdade é preciso que ele receba Jesus como Deus e o siga com absoluta confiança de que só Jesus tem a doutrina certa para ensinar; só Ele tem o domínio sobre o ensino e só Ele tem autoridade, porque só Ele é Deus.

O COSTUME DE ATIRAR PEDRAS NOS PECADORES EM NOME DE DEUS

A prática religiosa de atirar pedras nas pessoas que não comungam da mesma fé religiosa é muito antiga; a Bíblia registra esta prática entre os egípcios, conforme o versículo a seguir: Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e oferecei sacrifícios ao vosso Deus nesta terra. Respondeu Moisés: Não convém que assim se faça, porque é abominação aos egípcios o que havemos de oferecer ao Senhor nosso Deus. Sacrificando nós a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejarão eles? (Ex 8:25-26). Convenhamos que a prática de apedrejar pecadores em nome de Deus seja por demais hedionda, mas, se não existissem leis civis que a impedem, em todas as religiões de inspiração bíblica, ela ainda estraria sendo aplicada; porque, nas religiões de inspiração bíblica, cada palavra escrita na Bíblia é considerada como se tivesse sido soprada por Deus no ouvido do autor do texto; por isto é considerada Palavra de Deus, e o apedrejamento seria feito em nome da justiça, do amor e do zelo por Deus.

E para ser coerente com o principal objetivo do Jesuismo, que é ensinar a verdade de acordo com a opinião de Jesus Cristo, eu convido você a ler apenas os livros de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio da sua Bíblia, para que você possa perceber a diferença existente entre Os Dez Mandamentos dados a Moisés e os preceitos da lei, escritos por líderes religiosos acuados pelo poder do pecado e por sua própria maldade. Peço ainda que você se atenha apenas à quantidade de vezes que a lei dos escribas e fariseus manda matar pecadores por apedrejamento; caros leitores, eu não posso negar que a Bíblia é um livro para que tenhamos orgulho dele, mais do que qualquer outro livro; mas, sacrificar a autoridade de Jesus Cristo em favor da autoridade dos escribas me parece um grande pecado contra Deus, porque Jesus é Deus.

Então vejamos alguns versículos que ilustram tal afirmação: O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles (Lv 20:27). Este caso de apedrejamento se refere à proibição da prática religiosa diversa da dominante no grupo. Para atrair as pessoas que procuram a Deus de modo diverso da prática religiosa aprovada por Jesus, precisamos mostrar a tais pessoas que Jesus se oferece como o verdadeiro pão que desceu do Céu para dar vida ao mundo; se dissermos às pessoas quem Jesus diz ser, certamente, muitas destas pessoas o receberão como Deus. Assim também devem proceder os pregadores, teólogos e pensadores cristãos que veem o humanismo como uma terrível ameaça ao cristianismo e se esquecem de apresentar Jesus como Deus, que é a forma como Ele quer ser apresentado ao mundo. Considero que para que todas pessoas possam encontrar convergência entre seus melhores sentimentos e a imagem inapagável de Deus que há nos seus corações, precisamos levar Jesus Cristo às pessoas como Ele se apresentou ao mundo, conforme está relatado nos Evangelhos. Foi como Deus que o anjo anunciou Jesus a Maria, e ela assim o recebeu; foi como Deus que Jesus se apresentou às pessoas durante seu ministério terreno; foi como Deus que Jesus nos prometeu o Espírito Santo, se fizéssemos o que Ele manda e foi como Deus que Jesus apareceu ressurreto anunciando que estará conosco até a consumação dos séculos.

Eu apresento a seguir mais um caso de apedrejamento de pecadores que precisa ser analisado pelos teólogos e pensadores cristãos, defensores da inspiração absoluta, da inerrância absoluta e da infalibilidade absoluta da Bíblia: Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés (Nm 15:32-36). Mais uma vez eu quero declarar aos meus leitores que tenho orgulho imenso da minha Bíblia, mas confesso que sempre que vou falar dos seus conteúdos, começo dizendo que os conteúdos que não condizem com os Dez Mandamentos nem com os Evangelhos foram revogados por Jesus Cristo, e o que sobrou é a Palavra de Deus.    

Convenhamos que o povo de Israel tivesse leis duras, compatíveis com as leis das tribos vizinhas, e que matassem por razões de estado; e, também, que sendo teocrático o governo da tribo de Israel, como eram os governos de todas as outras tribos da época, os sacerdotes de Israel procurassem legitimar suas atrocidades atribuindo-as a Moisés, e em última análise a Deus. Convenhamos, também, que já faz muito tempo que os sacerdotes judeus defendiam a morte de pecadores por apedrejamento, em nome de Deus; e isto parece até compreensível. Mas, continuar defendendo tais práticas religiosas, em um contexto cristão, me parece uma forma religiosa de não levar Deus a sério, e de esquecer de que Jesus Cristo é o Deus de Moisés e que Ele rejeitou todas as práticas religiosas que extrapolem os limites da Lei dada a Moisés, que se resume em amar a Deus e amar ao próximo.

Conforme já foi citado, o povo de Israel deveria ter as suas razões de estado para coibir abusos e crimes cometidos pelo povo, e por ter um governo teocrático procurava justificar suas leis atribuindo-as a Moisés; então vejamos um caso bastante extremo de motivo para apedrejamento: Se alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedeça à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e que, embora o castiguem, não lhes dê ouvidos, seu pai e sua mãe, pegando nele, o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é contumaz e rebelde; não dá ouvidos à nossa voz; é comilão e beberrão. Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; assim exterminarás o mal do meio de ti; e todo o Israel, ouvindo isso, temerá (Dt 21:18-21). Eu creio que tais práticas religiosas fazem com que as pessoas não levam a Bíblia tão a sério, e nisto elas têm razão; porque a Bíblia só pode ser tida como a Palavra de Deus pelos seus conteúdos livres do que foi revogado por Jesus Cristo.

Mais uma vez eu advirto o leitor para o fato de que o que está em discussão aqui não é o conteúdo de uma lei que certamente teria sido uma das mais brandas da época, o que está sendo questionado é o fato de grupos religiosos cristãos fazerem apologia de todos os conteúdos bíblicos como letra viva inspirada, inerrante e infalível, em todos os contextos. Questiono também o fato de de os teólogos e pensadores cristãos fazerem apologia da autoridade da Bíblia e não da autoridade de Jesus Cristo, como único Senhor e Deus, tal como a Bíblia afirma. Portanto, o cristianismo não pode ser uma religião que coloca a letra acima do Espírito e a forma acima da essência e faz coro com os escribas que ignoram a necessidade do pai de família que apanha lenha no sábado para fazer a comida dos filhos, esquecendo que Jesus é Senhor da Bíblia, do sábado, de tudo e de todos porque Ele é Deus. 

E finalmente apresento um caso de apedrejamento por adultério que vem deixar bem claro o que Jesus pensa ser a Lei de Moisés: Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Pela manhã cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava. Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse-lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé. Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais. Jo 8 1:11

Esta passagem da Bíblia ajuda a explicar a enorme decadência da religião cristã em nossos dias; esta decadência se deve ao fato de que a maioria dos teólogos e pensadores cristãos não aceita que só Jesus Cristo tem autoridade, por isto, em todos os contextos cristãos, convém que Jesus cresça e que os outros diminuam. Jesus nos manda ensinar às nações tudo o que Ele ensinou e não o que quaisquer outros tenham ensinado; manda que não tenhamos nenhum outro mestre com o qual possamos aprender qualquer outra coisa concernente ao reino de Deus; manda que somente o tenhamos por líder ou guia e promete o Espírito Santo a todos aqueles que guardarem os seus mandamentos. Caro leitor, apesar da insensatez dos teólogos e pensadores cristãos que não conseguem ver nenhuma diferença entre Jesus e qualquer outro autor bíblico, eu quero afirmar que não há nada mais importante do que falar somente a verdade a todas as pessoas, em todos os contextos, e levar Deus a sério, por isto eu fiz esta advertência logo no início do texto.

Eu faço sempre esta advertência aos meus leitores porque não vejo como um mentiroso possa levar Deus a sério, nem vejo como Deus levar um mentiroso a sério, porque Deus é onisciente e não se deixa enganar pelas mentiras do mentiroso, por mais íntimas que elas sejam. Deva admitir que a imagem dos cristãos, perante os não cristãos, não é das melhores; mas, isto não diminui a nossa dependência do amor e dos cuidados de Deus; precisamos nos revestir da verdade para que possamos falar com Deus, de frente; admitindo que somos pecadores, mas, não fomos criados por Deus para pecar; temos que sonhar e nos esforçar para que tenhamos um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente responsável.

Temos que considerar que os judeus dos primeiros séculos após a entrada na terra de Canaã habitavam lugares pobres em que a vida era nômade e se praticava o pastoreio. Por isto, a cooperação entre eles era fundamental para que as pessoas pudessem sobreviver à ameaça das feras do campo e para tirar o próprio sustento da terra. Em tal contexto social em que viveram os judeus, formou-se o paradigma de que no campo e na atividade pastoril havia temor a Deus e o amor ao próximo, e nas cidades predominavam a indiferença para com Deus, a injustiça social; predominavam a fome e a insensibilidade dos ricos para com o sofrimento dos pobres; e daí vinha a associação à cidade, o relaxamento dos costumes, a busca desordenado por prazeres a qualquer custo e a falta de sentido para a vida; problemas que eram sensivelmente menores no campo, onde o temor a Deus e o amor ao próximo eram sensivelmente maiores.

Caro leitor, neste ponto eu lhe convido a dar uma olhada a sua volta e verificar o quanto a sociedade na qual nos incluímos se parece com as sociedades retratadas pela Bíblia; com suas injustiças e com seus pecados; com seus conselhos e com suas hipocrisias, com o sofrimento de muito miseráveis e com a frieza de poucos abastados. Quero deixar bem claro que eu não pretendo confirmar o paradigma de que os habitantes do campo são bons e os habitantes da cidade são maus. O meu objetivo é deixar bem claro que a pior de todas as opções que um ser humano pode fazer; seja religiosa, social ou filosófica, é viver como se Deus não existisse. Porque, querendo ou não, todos os seres humanos têm a marca da semelhança com Deus gravada em suas almas, admitam ou não.

O PRIVILÉGIO DE CONHECER O DEUS FORTE

Porque um menino nos nasceu,
um filho se nos deu; e o governo
estará sobre os seus ombros; e o seu
nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus
Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Do aumento
do seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de
Davi e no seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão
e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos exércitos fará isso
(Is 9:6-7).

Agora, amado leitor, eu convido você a olhar para dentro de si mesmo e tentar enxergar as injustiças que estão a sua volta e que você não pode fazer nada a respeito delas. É muito comum andarmos pelas ruas e encontrarmos pessoas doentes dormindo pelo chão, pessoas drogadas e ansiosas por encontrar quem lhes dê algumas moedas para que possam adquirir mais um punhado de veneno para que possam se aliviar de tamanho sofrimento, que pelos cálculos da ciência deve durar enquanto durarem os dias da existência miserável destas pessoas aqui na terra, que não serão mais tantos.

Também é muito comum encontrarmos pessoas ricas e educadas que fazem de tudo para encontrar nas diversões e nas drogas uma forma infalível de destruir suas vidas, e não há leis que possam impedir tais pessoas de praticar tais crimes contra si mesmas. E, de forma quase disfarçada, como que fantasiados de palhaços, é possível encontrar uma multidão de sofredores que desde o nascimento nunca encontraram quem lhes desse um mínimo de educação para que pudessem levar uma vida digna sem o flagelo da ignorância e de tudo o mais que ela pode trazer.

A orientação de políticos derrotados nas urnas é que você escolha melhor em quem votar nas próximas eleições; a orientação dos políticos vencedores das eleições e sentados nos seus gabinetes é de que você não dê esmolas aos despossuídos para que a cidade não fique mais feia ainda com o aumento da população de pedintes atraídos pela sua benevolência. Mas Jesus diz: Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós (Lc 6:38); Dai, porém, de esmola o que está dentro do copo e do prato, e eis que todas as coisas vos serão limpas (Lc 11:41); Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino. Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não envelheçam; tesouro nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração Lc (12:31-34).

Diante de injustiças como as poucas que citei, em quase todos os casos é possível ao cristão fazer algo para amenizar o sofrimento humano, desde que ele não questione os mandamentos de Jesus; vejamos então como Jesus dava mandamentos dentro do seu ensino para alertar a seus discípulos que o objeto dos seus mandamentos pode ser sentido, apalpado, medido, quantificado, comido e bebido: ou seja, algo que alivia o sofrimento do próximo: Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado Lázaro, todo coberto de úlceras; o qual desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras. Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e envia-me Lázaro, para que molhe na água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que em tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro de igual modo os males; agora, porém, ele aqui é consolado, e tu atormentado. E além disso, entre nós e vós está posto um grande abismo, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós. Disse ele então: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham eles também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. Respondeu ele: Não! pai Abraão; mas, se alguém dentre os mortos for ter com eles, hão de se arrepender. Abraão, porém, lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos (Lc 16:19-31). Portanto, não adianta se perfilar com a opinião do mundo e deixar de lado a opinião de Jesus Cristo, porque ninguém tem autoridade; mesmo que o apóstolo Paulo afirme aos corintos que aos cristãos são dados dons diferentes e que alguns podem ter o dom de socorrer ao próximo e outros não, isto não vale nada, porque só Jesus Cristo é o Messias, a encarnação de Deus, portanto, só Ele tem autoridade e só a Ele devemos ouvir.

Quando eu apresento Jesus Cristo como Deus, eu não estou inventando nada; estou apenas tentando recuperar um longo tempo perdido pelos cristãos, e porque não dizer, também por toda a humanidade; o tempo perdido a que me refiro é o tempo que vai do século IV da era cristã até a presente data; período da história da igreja em que Jesus Cristo tem sido tratado por teólogos e pensadores cristãos como alguém sem nenhuma relevância em relação aos demais personagens bíblicos; neste período da história, a igreja tem ensinado segundo as doutrinas formuladas por teólogos e pensadores cristãos que sentam Jesus em uma mesa redonda, em que todos os autores e personagens bíblicos têm igual autoridade; se isto for verdade, então, Jesus mentiu muito, porque Ele se apresentou como Deus e Deus é único em seus atributos; portanto, não pode se assentar em mesa redonda com quem quer que seja.

É preciso que consideremos que a verdadeira fé cristã tem origem no messianismo e divindade de Jesus Cristo. E o que há de mais básico na fé cristã é a consideração de que, sendo Jesus a encarnação de Deus, todos os outros personagens bíblicos e preceitos por eles dados estão submetidos aos mandamentos de Jesus; sendo, portanto, todo e qualquer ensino bíblico submetido à autoridade de Jesus Cristo, conforme Ele ensina nos Evangelhos;  tendo os demais ensinos bíblicos, que não os que estejam de acordo com a opinião de Jesus, apenas valor referencial histórico, tanto dos feitos de Deus na vida dos homens, como os feitos dos homens em suas relações com Deus, em suas relações consigo mesmos e em relação ao seu próximo; não podendo haver concorrência entre Jesus e os homens ou entre Jesus e as Escrituras, porque Jesus sendo Deus tem autoridade sobre tudo e sobre todos.

Nos três primeiros séculos da era cristã o material escrito sobre Jesus era limitado aos Evangelhos e a inúmeras cartas que eram enviadas de uma comunidade a outra e lidas por quem soubesse ler e ouvidas por todos. Assim, a divindade de Jesus Cristo era exaltada e o Espírito Santo confirmava a fé dos crentes através de inúmeras manifestações do poder de Deus no meio do povo. No período correspondente ao segundo e ao terceiro séculos da era cristã a igreja ficou conhecida como anteniceana; uma referência ao concílio de Niceia no ano 325 da era cristã que estabeleceu, entre outras coisas, a natureza de Jesus e suas relações com o Pai; parece que os líderes cristãos daquela época, como os atuais, haviam se esquecido de Jesus afirmou que Ele e o Pai são Um. Como Deus é Espírito, o Espírito Santo é a essência de Deus e o Pai é o Espírito Santo; do mesmo modo Jesus Cristo, após sua morte, é o Espírito Santo. Portanto, a Divindade cristão não consiste em três pessoas, mas, em uma só que é o Espírito Santo.

Como o cristianismo foi muito perseguido na virada do primeiro para o segundo século, houve uma forte intervenção do Espírito Santo para que a fé cristã brotasse em toda parte, onde se afirmasse com plena convicção, que Jesus Cristo é a encarnação de Deus, conforme profetizado na Bíblia. A convicção de que Jesus é Deus foi se espalhando e logo chegou à Grécia e a Roma e conquistou os corações de pessoas cultas e influentes que começaram a fazer a defesa da fé cristã como religião: nascia a apologética. Veja bem, a apologética era a defesa da divindade de Jesus e do direito dos cristãos de adorarem seu Deus. Porém, o que se vê em nossos dias é a defesa da Bíblia como conteúdo soprado por Deus, não importando quem tenha falado o que está escrito nela; com isto a Bíblia se torna a principal concorrente de Jesus, e seus inúmeros personagens são tratados como deuses na medida em que os cristãos fazem leituras bíblicas e rogam a Deus que lhes iluminem para que possam entender o que Deus diz através de textos escritos muitas vezes destinados a resolver querelas entre os apóstolos e seus subordinados na igreja.

Ao analisar a história da igreja percebe-se que durante os três primeiros séculos da história da igreja havia uma total confiança dos crentes no Espírito Santo e consequente resposta de Deus em operações de poder. Contrariamente, quando surgiram intelectuais na igreja que fixaram as doutrinas a serem observadas, as pessoas passaram a olharem mais para a letra e se esquecerem do Espírito, e o resultado de tudo isto foi o que vemos hoje: uma igreja que não sabe mais quem é Jesus nem o que é que Ele faz entre os milhares de ídolos que foram surgindo através dos séculos. Nada contra os intelectuais, afinal de contas, Jesus é Deus de pobres e de ricos, de fracos e de poderosos, de ignorantes e de sábios; o que faz a diferença entre as pessoas que professam a fé cristã é a consideração que cada um tem sobre Jesus Cristo; se Ele é ou não é Deus, Ele afirma a todos: Eu e o Pai somos um. (Jo 10:30), portanto, não era de se esperar que houvesse cristãos que cressem de modo diferente.

A História nos mostra que após um crescimento muito grande da igreja nos três primeiros séculos da era cristã houve um período de cerca de mil anos em que a humanidade foi mergulhada em densas trevas devido ao poder da igreja em se impor como autoridade, de forma totalmente contrária aos ensinos de Jesus. Embora não se possa negar que Deus é Deus e que Ele tem o controle de todas as coisas e que durante a era medieval inúmeros santos se levantaram no poder do Espírito Santo e anunciaram que Jesus Cristo é Deus, mesmo que por isto fossem perseguidos. Portanto, é preciso que as pessoas se disponham a levantar esta bandeira crendo que esta é a única forma de os cristãos encontrarem sentido para suas vidas. É preciso que se leve em conta que muitos cristãos estão se esforçando de forma honesta para transmitir às pessoas a promessa de vida eterna que Jesus faz aos que creem que Ele é quem diz ser, de acordo com os Evangelhos.

Mais uma vez eu advirto para o fato de que eu não estou inventando nada novo; mesmo Jesus quando se apresentava ao mundo o fazia de modo que todas as pessoas pudessem entender sua mensagem. Os ensinos que Ele levava às praças e sinagogas eram bem conhecidos por todos, no entanto, a grande diferença era justamente a fé: ou seja, a disposição de as pessoas guardarem suas palavras para que pudessem receber o Espírito Santo; condição para que Jesus e o Pai fizessem morada nelas. E ainda, eu quero advertir para o fato de que nestes dois mil anos que nos separam do ministério terreno de Jesus nada mudou: Ele continua esperando que todas as pessoas confessem e permaneçam na confissão de que Ele é Deus e não um homem bom, um sábio, um filósofo ou um profeta.

Não seria honesto escrever um artigo que conclame as pessoas a conhecerem a Jesus Cristo sem deixar bem claro que Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele tira o pecado de todas as pessoas que buscam conhecer a vontade de Deus e realizá-la conforme Jesus Cristo diz que ela é. Portanto, é preciso buscar nos Evangelhos a suficiência da fé em Jesus Cristo para que se alcance a vida eterna e aquela alegria que ninguém poderá tirar, que Jesus promete a todos aqueles que fazem o que Ele manda, ainda em vida. Espero que neste artigo eu tenha reunido argumentos para deixar bem claro que Jesus Cristo é o meu Deus, não porque eu escolhi, mas porque Ele afirma. Jesus Cristo promete que se eu o amar Ele se manifestará a mim e Ele e o Pai virão a mim e em mim farão morada. Eu creio ter recebido uma porção do Espírito Santo dada por Jesus, pelo fato de me esforçar para fazer tudo que Ele manda e que esteja ao meu alcance; é isto que me faz dedicar todo o meu tempo livre para repetir aquilo que Jesus Cristo dizia de si próprio. 

Como o Jesuismo se diferencia das demais formas de cristianismo pelo cuidado redobrado com a divindade de Jesus e a ética decorrente dela, vale ressaltar que a Jesus foi dada toda a autoridade e a mais ninguém. Portanto, quando os cristãos procuram se orientar por ensinos que não de Jesus, ainda que não conscientemente, estão praticando uma forma de idolatria muito grave e de difícil combate. Grave porque a Bíblia mostra que a grande luta de Deus, ao conduzir as pessoas através dos tempos, tem sido a idolatria: a disposição das pessoas em servir a outros deuses que não somente ao Senhor. De difícil combate porque, como os escribas e fariseus, grande parte dos ministros do Evangelho estão cegos e surdos e não conseguem enxergar nem ouvir a diferença entre Jesus Cristo e os seus domésticos; Portanto, rogo a Deus que ilumine os corações honestos e dispostos a falarem somente a verdade a todas as pessoas em todos os contextos e a levarem Deus a sério, tanto quanto o conheçam, de acordo com a opinião de Jesus Cristo.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. (Mt 15:13)

Faça um comentário, ou simplesmente declare que Jesus é Deus:

voltar para o início da página

© 2012 Afonso Meneses