JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

O PECADO E O SENTIDO PARA A VIDA

Replicou-lhes Jesus: Em verdade,
em verdade vos digo que todo aquele
que comete pecado é escravo do pecado
.
(Jo 8:34)

Caro leitor, este tema é muito importante para a compreensão das nossas relações com Deus; por isto, eu lhe peço que procure compreendê-lo, do ponto de vista de Jesus Cristo, e de mais ninguém, afinal de contas, esta apologia só considera a opinião dele como a Palavra de Deus; ou seja, o conteúdo bíblico só pode ser entendido conforme a opinião de Jesus Cristo; e, fora disto, o conteúdo bíblico é história do judaísmo ou tradição judaica. A compreensão deste tema ajuda-nos na caminhada rumo à nossa libertação do fardo do pecado e na buscar um novo nascimento; nos ajuda a fazer um exame de consciência com vistas a conhecermos a Deus e a nós mesmos.

Antes que você continue esta leitura, eu quero deixar bem claro que o mundo religioso pode ser muito tenebroso; tenebroso quer dizer envolto em trevas, e isto acontece porque muitas pessoas procuram compreender o cristianismo sem respeitar nem a Deus nem à verdade. Por isto, eu recomendo a todos os meus leitores que, para compreenderem o cristianismo eles precisam falar somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos e a levar Deus a sério, de acordo com a opinião de Jesus Cristo. Só assim o leitor poderá conhecer um cristianismo que se identifica com o reino dos réus, onde imperam o amor a graça e a verdade.

O reino dos réus é um lugar fortemente influenciado pela sobrenaturalidade de Jesus Cristo; este lugar é regido por todos os mandamentos de Jesus; é um lugar em que Deus habita na consciência humana através do Espírito Santo; é deste ponto de vista que eu desejo que meus leitores conheçam o cristianismo. Mas, para compreender as leis do reino dos réus é necessária uma revelação especial: Naquele tempo falou Jesus, dizendo: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar  (Mt 11:25-27).

Como eu prego princípios do cristianismo e não doutrinas de igrejas, para alguns posso parecer muito repetitivo; os apóstolos e os pregadores da igreja primitiva também foram repetitivos. Vejamos então como vivia a igreja primitiva dos três primeiros séculos da era cristã, principalmente do primeiro século; os cristãos viviam na mais completa clandestinidade. Eles viviam arriscando suas vidas para se reunirem em algum lugar onde pudessem compartilhar do sentimento de que nunca a humanidade havia estado tão perto de Deus; uma convicção os mantinha reunidos ou os dispersava se Deus assim o quisesse; os mantinham a salvo dos punhais e das garras das feras ou os conduzia ao suplício das mais cruéis formas de morte, cantando alegremente, para que Deus fosse glorificado; eles tinham a convicção de Jesus é Deus; eles guardavam esta verdade em seus corações e em suas mentes; eles faziam parte de uma igreja poderosa.

A convicção de que Jesus é Deus fez com que o cristianismo se disseminasse por todas as civilizações então conhecidas; mas foi também o enfraquecimento desta convicção que fez com que parte do cristianismo amargasse as derrotas que tem experimentado, desde meados do século quatro da nossa era, até os nossos dias. É com esta convicção que eu prego; a convicção de que Jesus é Deus. É Deus conosco; é Deus por nós; é Deus em nós. Vamos, caro leitor, compartilhe desta verdade; faça um esforço, ainda que a incredulidade o tente impedir; o apóstolo Tomé lutou por anos contra a sua incredulidade e saiu vitorioso; peça a Deus que aumente sua fé até o ponto que você possa enxergar esta verdade; aí, então, todas as outras verdades descortinarão em sua frente e você poderá ver a Deus face a face.

Jesus é Deus conosco; o profeta assim o profetizou: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel (Is 7:14). Jesus é Deus conosco, como o evangelista assim o descreveu: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que raduzido é: Deus conosco (Mt 1:23) Esta é a essência da eternidade de Jesus; da vinda de Deus ao mundo para remir os pecadores que o recebam como Deus; esta é a essência do messianismo de Jesus; Deus libertando os seres humanos do jugo do pecado e da morte eterna; é isto que está escrito na consciência de cada ser humano, independentemente de conhecer as Escrituras ou não.

Jesus é Deus por nós, porque Ele visita todos os seres humanos nas suas necessidades, nos recônditos mais pessoais de suas existências, onde a mão do homem não puder mais alcançar; Jesus é Deus por nós porque nos substituiu, perante Deus, como sacrifício pelos nossos pecados: e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20:27-28). Eu sei que é neste ponto que os sábios e entendidos deste mundo consideram que o cristianismo é uma religião estúpida, mas, é exatamente este o sentido da divindade de Jesus: Deus encarnando, em forma humana, para fazer o que nenhum ser humano poderia fazer, por todos os seres humanos; é por isto que a cruz de Cristo é tão importante para que possamos entender as nossas relações com Deus.

A cruz é um conceito fundamental para a compreensão do cristianismo, porque da seriedade de Deus veio a condenação do pecador pelo seu pecado, mas Deus assumiu a culpa em nosso lugar, tomando forma humana e sofrendo todo o tipo de insulto e escárnio que Jesus sofreu; veja como o profeta Isaías anuncia esta verdade que se consumaria na pessoa de Jesus Cristo, cerca de sete séculos mais tarde: Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. (Is 53:1-5)

Jesus é Deus em nós para estabelecer o Reino dos Céus aqui entre nós; este é sem dúvida, o ponto mais sublime do cristianismo; Deus agindo nas consciências das pessoas, mediante o fazerem o que Jesus manda: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós (Jo 14:15-17). É este o texto áureo que tomamos para convidar as pessoas para se apropriem do privilégio de receberem o Espírito Santo, bem diferente das fórmulas criadas pelas doutrinas das igrejas, que, quando buscam o Espírito Santo, o fazem baseadas na imitação de fatos históricos e não no compromisso de Jesus.

CONSCIÊNCIA DE PECADO E REMORSO SÃO COISAS DIFERENTES

Eu lhe convido a ler os meus escritos, mas eu não quero nem posso lhe tutelar; não quero que você observe o mundo pela janela dos meus olhos nem o entenda pelo juízo do meu entendimento; antes quero que você busque dentro de si mesmo razões para se aproximar de Deus. Eu convido você a arrazoar com Deus; arrazoar com Deus significa achegar-se a um Pai amoroso e ao mesmo tempo exigente. Para que você adquira uma percepção da sua vida após a morte bem próxima à opinião de Jesus Cristo você precisa meditar sobre o que Deus requer de você; portanto, sugiro que você comece agora mesmo a sua meditação sobre o pecado; o único elemento capaz de nos separar de Deus. Vamos fazer uma meditação sincera; uma meditação solitária; tão solitária quanto a morte?

Antes de tudo, vamos tratar do termo meditação; por ser um termo muito empregado nas religiões orientais, muitos cristãos o abominam; os cristãos que desprezam a meditação preferem viver um cristianismo à flor da pele, sem nenhuma profundidade, sem nenhum censo crítico; vivem de costas para Jesus, aceitando tudo o que é ensinado, não importando se o que é ensinado é coerente ou não com o ensino de Jesus; chegam a dizer que Jesus proíbe a crítica; tais cristãos preferem receber as doutrinas mastigadas pelos seus intocáveis líderes, os quais se auto denominam ungidos do Senhor, que não cuidam nem da sua própria vida espiritual. Portanto, considero a meditação cristã necessária; ela é uma forma de o cristão não extinguir o Espírito, nem perder o contato com Deus.

A meditação cristã é uma forma de oração pessoal profunda; solitária, tal como Jesus fazia, e os seus discípulos muitas vezes negligenciavam: E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. Depois, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza; e disse-lhes: Por que estais dormindo? Lenvantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação. (Lc 22:44-46). A meditação cristã é um tipo de oração profunda; uma oração que, embora possa ser feita em grupos, representa o sentimento de cada cristão perante Deus. E, se lhe falta motivo para uma oração tão profunda, eu sugiro que você comece a orar para que o Pai lhe revele quem é Jesus; ou de que forma Ele pode ser considerado Deus.

Outro aspecto importante que deve ser considerado, nas nossas relações com Deus é a solidão; a solidão a que me refiro é um fato da vida; é um convite à meditação profunda; o estabelecimento de um contato com Deus sem nenhuma intervenção humana. Este contato não pode ser estabelecido por uma meditação vazia; ele só se estabelecido em forma de adoração singela e pessoal em espírito e em verdade, tal como Jesus diz ser: Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (Jo 4:24) É esta forma de adoração que produz em toda a Terra uma comunidade de indivíduos com os quais Deus se relaciona de um modo muito pessoal.

A consciência de pecado é um privilégio que decorre do fato de o ser humano ser a imagem e a semelhança de Deus, não importando se religioso ou ateu: E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; ... (Gn 1:26). Esta realidade é inescapável; nenhum ser humano pode fugir dela. É também um privilégio; o maior privilégio que Deus concedeu ao ser humano. E a consequência mais palpável deste privilégio é o fato de o ser humano poder escolher entre o Bem e o Mal. E, escolher o Bem é algo que requer proximidade com Deus, uma proximidade que só pode ser realizada pela prática da verdade em todas as relações com todos os seres humanos.

A escolha entre o Bem e o Mal é o principal problema existencial vivido pela espécie humana, porque nós precisamos da ajuda de Deus para que possamos fazer a escolha certa, e, longe de Deus ninguém consegue fazer nada certo. Eu diria que a nossa vida, a partir do momento que nos tornamos capazes de pensar por nós mesmos, se torna em uma total dependência de Deus; porque a todo momento estamos diante de decisões que somos obrigados a tomar e não podemos contar com a mentira para que a decisão nos pareça mais favorável. Esta afirmação pode parecer muito sem importância mas ela é a razão de ser de todo o meu trabalho no Evangelho; porque eu não posso convidar uma pessoa a se aproximar de Deus sem que ela tenha varrido toda forma de mentira da sua vida.

Se eu puder querer alguma coisa, eu quero que minha apologia à divindade, ética e consequente autoridade de Jesus Cristo seja uma forma de convidar as pessoas a fazerem um contato com Deus sem nenhuma intervenção humana, baseada somente na verdade; uma verdade simples conforme Jesus ensina: Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno (Mt 5:37). É isto mesmo, eu quero alertar todos os meus leitores para os danos causado na vida das pessoas pela mentira; toda mentira provém do maligno; a mentira é a única porta aberta para que o maligno possa entrar na vida das pessoas. Portanto, não espere fazer um contato válido com Deus baseado na mentira; Ele é onisciente e sabe todas as coisas.

Há pregadores que recomendam que para que você se aproxime de Deus você precisa odiar o pecado; eu porém digo que antes de odiar qualquer tipo de pecado você precisa odiar a mentira; não a mentira dos outros, porque ela não pode lhe causar grandes danos, mas sua própria mentira, porque ela sim, ela lhe causa todos os prejuízos imagináveis, a começar por impedir que você faça um contato válido com Deus; e sem este contato, você pode passar o resto da sua vida orando e ajudando as pessoas, que é algo altamente recomendável, mas só tem efeito na vida daquelas pessoas que amam e praticam a verdade; Jesus afirma que um cego não pode guiar outro cego porque ambos cairão na mesma vala.

Com  estes argumentos eu estou lhe convidando a pensar sobre consciência de pecado; porque a consciência de pecado é muito importante nas relações entre Deus e todos os seres humanos,  e ninguém adquire consciência de pecado enquanto não compreender que a mentira é a única forma de o pai da mentira entrar na vida das pessoas. Por isto, eu convido você a experimentar uma vida limpa, sem mentiras, sem falsidades, sem dissimulação, sem fingimento; então comece a buscar a Deus. Não adianta olhar para igreja e dizer que ela está cheia de mentirosos, isto não vai resolver o seu problema de se aproximar de Deus; é possível que Deus queira usar você para advertir os mentirosos da igreja, que em sua maioria são vitimas de um cristianismo que está voltado de costas para Jesus; que foi construído com base na autoridade dos apóstolos e dos inúmeros personagens bíblicos, que não Jesus.

A consciência de pecado é o único elemento capaz de nos conduzir ao arrependimento; veja, então, como Jesus iniciou seu ministério terreno: Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus (Mt 4:17). É isto mesmo; não adianta procurar o arrependimento fora de Jesus, como cremos que Jesus é Deus, não adianta procurar o arrependimento fora de Deus. Mais uma vez eu chamo a sua atenção; só a verdade é capaz de libertar o ser humano da escravidão do pecado e de tudo de mal que ele pode causar; Jesus chama para si os praticantes da verdade ao afirmar: ... Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (Jo 18:37).

Vejamos, então, como é importante ser da verdade; o primeiro grande benefício da parte de Deus em favor daqueles que são da verdade é que Deus lhes mostra a sua mão poderosa se movendo em favor destas pessoas. Este mover da mão de Deus na vida dos que são da verdade significa mais do que ter o bolso cheio de dinheiro ou algo que o valha; significa sobretudo uma vida cheia do Espírito Santo, que é a essência de Deus, que é o Espírito de Deus, o Espírito de Jesus; é ter uma vida cheia de Deus e tudo de bom que isto pode acarretar; é desejar e esperar a eternidade que Deus promete a todos aqueles que recebem Jesus como Deus e andam nos seus mandamentos para que Jesus habite em suas consciências. Portanto, eu lhe convido a buscar a Deus confiado na divindade de Jesus, porque Ele se manifesta a todos que são da verdade e habita em suas consciênias: Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada (Jo 14:23).

Até este ponto, parece que eu estou argumentando com pessoas que ainda não conhecem a necessidade de se arrependerem para receberem Jesus como Deus e herdarem a vida eterna; no entanto, neste ponto eu quero chamar a atenção de todas aquelas pessoas que já estão acostumadas a conhecer Jesus como salvador, senhor, profeta, sacerdote, pastor, mestre e filho de Deus. São todos títulos aplicáveis a Jesus muito usados na Bíblia, no melhor da literatura cristã e na igreja; mas, são títulos extremamente vagos para que possam significar exatamente Deus. Este é um assunto que eu considero da maior importância para que possamos ser considerados cristãos; precisamos, aos nos considerarmos crentes, sermos crentes pelo único e simples fato de crermos que Jesus é Deus.

Embora este argumento não seja exclusivo para as pessoas que já conhecem Jesus pelos títulos acima, eu quero avisar às pessoas que estão entrando em contato com o cristianismo neste momento, que não incorram no erro de pensar que Jesus pode ser definido por termos tão vagos; Jesus é em primeiro lugar, Deus: As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um (Jo 10:27-30). Portanto, se Jesus afirma que Ele e o Pai são Um, não há nada que se possa esperar de qualquer cristão, que não seja declarar, em primeira mão, e em qualquer contato, seja entre crentes, seja com descrentes que Jesus é Deus; esta declaração tem poder porque ela é a perfeita vontade de Deus.

Vejamos então os conceitos de: salvador: 1. que ou aquele que salva; 2. que ou o que ampara e protege; senhor: 1. proprietário de feudo. 2. aquele que possui algo; dono, proprietário. profeta: 1. rel pessoa que anuncia os desígnios divinos, que prediz acontecimentos por inspiração de Deus. "Deus falava aos hebreus através dos seus p." 2. pessoa que, supostamente, prediz o futuro; vidente, adivinho. "na Antiguidade, muitos exerciam o ofício de p." ; sacerdote: 1. sacrificador, aquele que oferecia vítimas à divindade, entre os povos antigos. 2. aquele que recebeu as ordens sacerdotais e que ministra os sacramentos da Igreja; padre; pastor: 1. indivíduo que leva os animais ao pasto e os vigia. 2. guia espiritual. "p. dos desafortunados"; mestre: 1. pessoa dotada de excepcional saber, competência, talento em qualquer ciência ou arte. 2. indivíduo que ensina, e filho de Deus: Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1:12). Este último chega a ser muito interessante porque é o próprio Jesus que nos torna filhos de Deus, se crermos que Ele é Deus.

Conforme se pode observar, estes títulos são muito vagos, mas nem por isto inapropriados para que nos refiramos a Jesus; no entanto, uma afirmação convicta de que Jesus é Deus e por isto deva ser tratado como tal, quase nunca se ouve na igreja; e este comportamento da igreja em relação a Jesus já vai para mais de dezesseis séculos; ele surgiu juntamente com o aparecimento de doutores na igreja primitiva, que roubaram o que puderam da glória de Jesus; Jesus afirma: Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo (Mt 23:10). Portanto, não aceite autoridade de nenhum outro; procure aprender diretamente de Jesus nos Evangelhos; leia toda a Bíblia, ela é a Palavra de Deus, no entanto, a forma como tem sido tratada pelos seus intérpretes em nada enobrece sua posição como o Livro de Deus; e isto não é estranho, porque se a ela houvesse sido dada a devida importância o cristianismo não teria chegado ao estado de decadência que chegou.

Eu sei que muito o descaso por Jesus se deve a fatores culturais; as pessoas já encontraram uma igreja que não sabe quem é Jesus. Como Jesus é Deus, mesmo com mensagens tão distantes do que seria o Evangelho Ele opera no meio do povo que se entrega a Ele como ovelha do seu pasto; estas pessoas, por manterem uma relação pessoal e honesto com Jesus são apascentadas por Ele, ainda que imersas em doutrinas que nada mais são do que preceitos humanos. Portanto, considero de suma importância que nos juntemos nesta causa de resgate da verdade como o mais importante valor do cristianismo; é a verdade que confere a cada ser humano a natureza divina de filho Deus; é esta natureza que produz o incômodo na consciência humana pela prática do pecado.

Por outro lado, quando nós sentimos o incômodo na consciência pela transgressão de mandamentos cristãos que estabelecemos como meta de perfeição diante de Deus, mesmo com o intuito de alcançar um estado de perfeição que nos garanta a alegria decorrente da proximidade com Deus, este incômodo precisa ser resolvido pela graça de Deus e não pelo remorso, que é um peso de consciência decorrente da fraqueza humana diante do pecado. Jesus quer ser a mão que nos acolhe e manda que vigiemos porque sabe que mesmo o espírito estando preparado, a carne, que é corruptível, é fraca: Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26:41).

Como o meu trabalho visa conduzir as pessoas em direção a Jesus Cristo, espero que pregadores, escritores e pensadores cristãos considerem suas relações com Deus antes de se oporem ao que se comenta através desta apologia à divindade, ética e consequente autoridade de Jesus. Creio que se cada cristão considerar que precisa estar mais perto de Jesus, aprendendo diretamente dele, o seu trabalho de pregar o Evangelho a todas as pessoas ficará muito mais fácil; é preciso ousar e romper com estas doutrinas, que por mais bonitas e piedosas que pareçam, visam diminuir a importância de Jesus,  como é o caso da doutrina da Trindade, sem a qual a igreja primitiva viveu por séculos e com a qual a igreja atual morre a cada dia.

Como o que se pretende é reconduzir o cristianismo atual às bases estabelecidas por Jesus, e por nem um outro, espero somente em Deus uma reação positiva da parte de todos aqueles que lerem os meus escritos. Também confiado somente em Deus espero que os praticantes do cristianismo baseado somente em Jesus possam encontrar a verdadeira felicidade e que possam se libertar do flagelo do pecado, isto porque Jesus é o nosso único libertador em relação ao pecado. E espero que os meus leitores possam ler o Evangelho com mais atenção para perceber que o principal pecado é a prática ou o ensino de algo que Jesus claramente proíbe; e este tipo de ensino praticado por lideres cristãos é feito por dolo e se constitui em uma terrível mentira. Portanto, é preciso que cada um de nós tenha o cuidado de buscar a felicidade que só Deus pode dar.

O PECADO É UM FATO CONSUMADO PELO HOMEM, MAS A SALVAÇÃO É UM FATO CONSUMADO POR DEUS

Não importa como os homens chamem a agonia da alma e da consciência daquele que sente que feriu a santidade de Deus por praticar aquilo que é contrário à opinião de Jesus Cristo. O que pode estar nos faltando é o conhecimento das Escrituras e do poder de Deus para que possamos nos abrigar no Reino dos Céus, porque este é o lugar que Jesus nos preparou; mas, o reino dos céus só é acessível àqueles que creem que mesmo sendo carne e sangue devem se esforçar para ser templos do Espírito Santo, e ter seus pensamentos palavras e obras guiados de acordo com os mandamentos de Jesus. Portanto, não existe outro remédio para o descanso da carne, nem para o alívio da consciência nem para a cura da alma; só o sacrifício de Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; Deus, assumindo a forma humana para resgatar a nossa alma do poder do pecado.

O pecado é um flagelo que atinge a toda a humanidade, e só nos libertaremos dele quando deixarmos o nosso corpo para nunca mais voltarmos a ele. Porque enquanto formos formados de carne e osso estaremos sujeitos ao pecado, por isto precisamos nos manter de olhos fitos em Deus, vigiando sempre, dependendo somente dele, para que Ele nos livre do Mal; a nossa esperança é de que, na eternidade, em forma espiritual, gozemos da felicidade eterna, tal como Jesus nos promete. Infelizmente, a igreja ensina que haverá ressureição da carne; e isto é confirmado em vários credos; felizmente são credos apostólicos, como também é apostólica a igreja e não cristãos como deveriam ser os credos e como deveria ser também a igreja; em outra oportunidade falaremos disto de forma pormenorizada.

 Um aspecto da minha apologia que deve ser ressaltado é o objetivo de convidar cada pessoas a viver uma igreja cristã e não apostólica como é a igreja, não importando se católica ou protestante. Porque eu creio que se os fundamentos da igreja tivessem sido assentados em Jesus e não em seres humanos, o cristianismo seria outro, bem diferente do que temos. E, para ilustrar os erros que se comete por estar de costas para Jesus, os doutrinadores chegaram à conclusão de que nosso corpo de pecado será ressuscitado; não é o que Jesus afirma: Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus; pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu. (Mt 22:29-30); este assunto também é muito central na minha apologia à divindade, ética e consequente autoridade de Jesus, por isto será tratado da forma mais completa possível, oportunamente.

Como seres humanos, não nascemos dotados de capacidade de fazer escolhas, daí a conclusão de que crianças, até a idade da razão não têm pecado; o que vem confirmar que o pecado que dizemos ser de Adão, não é na verdade dele, mas nosso; então veja como Jesus ensina sobre a pureza das crianças; o que nos remete à conclusão de que devemos nos esforçar por assumir o nosso pecado diante de Deus e ao mesmo tempo reconhecer a nossa incapacidade de remir a nossa alma: Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. ... Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus (Mt 18:1-4...10).

Neste ponto eu considero que seja importante esclarecer que nós seres humanos somos portadores de uma alma vivente, a qual foi criada por Deus para vê-lo face a face durante toda a eternidade; então vejamos o relato de da criação: E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente (Gn 2:7). Isto confirma o que Jesus ensina no versículo do parágrafo anterior; somos seres espirituais, já nascemos assim, e Deus quer que tenhamos uma vida alicerçada na verdade e no amor ao próximo, para que Ele nos restaure a eternidade, apesar do nosso pecado, que é um fato consumado na vida de cada um de nós, enquanto vivermos esta vida terrena, durante a qual Jesus nos promete uma alegria que ningém poderá tirar.

Eu insisto no argumento de que somos seres espirituais e que somos representados diante de Deus pela nossa alma, e que ela sofre as consequências dos nossos pecados cometidos por pensamentos palavras e ações, que são transgressões aos mandamentos de Deus que se resumem nos Evangelhos de Jesus Cristo. Em mais uma citação, agora do livro de Atos dos Apóstolos, eu quero mostrar como os cristãos primitivos conviviam com a ideia de que cada ser humano é representado por uma alma vivente, que eles chamavam de anjo da pessoa, o que não pode ser confundido com a figura do anjo da guarda do catolicismo, o qual guarda a pessoa, porque, pelo que Jesus afirma, nós, com nossa capacidade de decisão é que temos a responsabilidade de guardar a nossa alma contra os prejuízos causados pelo pecado; embora nada possamos fazer por ela, a não ser entregar nossa vida e nossa vontade nas mãos de Deus para obedecê-lo, por todos os dias de nossas vidas.

Agora voltemos ao episódio relatado no livro de Atos dos Apóstolos, que carece de uma introdução para que seja entendido; na época havia forte perseguição à incipiente igreja cristã, pois, o rei Herodes havia executado o apóstolo Tiago à espada e havia encarcerado o apóstolo Pedro para executá-lo após uma festa religiosa, mas um anjo do Senhor abriu a porta da prisão, o libertou das correntes e o guiou de volta para casa onde os irmãos estavam em oração, mas não acreditaram que a oração deles seria ouvida pelo Senhor, porque quando o apóstolo Pedro bateu à porta eles supunham que não seria ele mas o seu anjo: Quando ele bateu ao portão do pátio, uma criada chamada Rode saiu a escutar; e, reconhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu o portão, mas, correndo para dentro, anunciou que Pedro estava lá fora. Eles lhe disseram: Estás louca. Ela, porém, assegurava que assim era. Eles então diziam: É o seu anjo. Mas Pedro continuava a bater, e, quando abriram, viram-no e pasmaram (At 12:13-16).

Por considerar que nas palavras de Jesus está expressa toda a vontade de Deus, para as nossas vidas, eu quero abordar o ensino de Jesus centrado na espiritualidade de Deus e decorrente dela, na espiritualidade humana: Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade (Jo 4:24). Se Deus é Espírito, como Jesus afirma, e Jesus e o Pai são Um, e o Espírito Santo é o  Espírito de Deus e ao mesmo tempo o Espírito de Cristo, então não existe Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, como ensina a doutrina da trindade; então, todas as referências são ao mesmo Deus que é Espírito, como é Espírito Jesus ressuscitado; como seremos espíritos após a ressurreição. Portanto, me parece que a abordagem da doutrina da Trindade, formulada há cerca de dezessete séculos, visa dividir e tornar inconsistente o conceito de Deus perante os seres humanos que ainda não foram embrutecidos por teologias irracionais, desnecesssárias e descomprometidas com o amor de Deus por todos os seres humanos.

O PECADO E O SENTIDO PARA A VIDA

Creio que vivemos em um mundo em que a grande maioria das pessoas esqueceu de que tem uma alma da qual prestará contas a Deus; um Deus que se importa com as nossas atitudes e quer que andemos nos seus estatutos; e retribui a todo aquele que vive retamente: De novo veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que quereis vós dizer, citando na terra de Israel este provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz e Senhor Deus, não se vos permite mais usar deste provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Sendo pois o homem justo, e procedendo com retidão e justiça, não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhes para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se chegando à mulher na sua separação; não oprimindo a ninguém, tornando, porém, ao devedor e seu penhor, e não roubando, repartindo e seu pão com o faminto, e cobrindo ao nu com vestido; não emprestando com usura, e não recebendo mais de que emprestou, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeira justiça entre homem e homem; andando nos meus estatutos, e guardando as minhas ordenanças, para proceder segundo a verdade; esse é justo, certamente viverá, diz o Senhor Deus (Ez 18:1-9).

Quando nos esquecemos da nossa alma, e de que devemos prestar contas dela perante Deus, todas as ordenanças citadas pelo profeta, no parágrafo acima se tornam bobagem, e o mundo começa a descambar para a injustiça, que se converte em prática social aceita; como Deus é Deus, o sentido da vida de todas as pessoas que não somente praticam a injustiça, mas a aprovam, ou ainda, se tornam indiferentes a ela, se perde por completo. E, faltando sentido para a vida falta tudo e a pessoa começa a busca por algo que traga satisfação; que possa substituir o que foi roubado pelo egoísmo; que foi feito por Deus para permanecer diante dele por toda a eternidade; falta sentido para a vida porque a alma está doente; ela foi esquecida, ela foi posta em um lugar de esquecimento, sujeita a todos os riscos do assédio do Mal, sem esperança, onde não há amor nem vida; se ela não for resgatada, vai ter que se acostumar a viver em um lugar de sem amor, sem vida e sem esperança, por toda a eternidade.

Neste ponto eu quere deixar bem claro que a minha apologia à divindade, ética e consequente autoridade de Jesus não exclui os conteúdos bíblicos que se harmonizam com os Evangelhos e com a Lei de Moisés; vejamos então como Jesus associa a eternidade dos justos às suas obras: Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me (Mt 25:31-36).

Vamos considerar também que as pessoas que praticam a injustiça, a aprovam ou simplesmente são indiferentes a ela estão desprezando suas almas e mergulhando em um mundo, cujo sofrimento pode se expressar através da busca de sentido para a vida na bebida alcoólica, nas baladas, no sexo e nas drogas; ou ainda, mergulhando em uma depressão, cuja causa não há quem consiga descobrir. Para evitar que tal situação aconteça em sua vida, e se já é uma realidade, que ela seja revertida, eu lhe convido a fazer um contato com Deus sem nenhuma intervenção humana; Jesus é este contato: E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14:4-9)

Observe que a citação acima confere a Jesus a autoridade que Ele realmente tem; Ele afirma que quem quer que deseje ver o Pai ficará totalmente satisfeito em vê-lo. Neste ponto eu quero voltar novamente ao problema do consumo de drogas e da depressão que assolam a humanidade em nossos dias; este problema existencial pegou a igreja despreparada; então vejamos o que fez com que a igreja reformada fechasse os olhos para as obras que dão sentido à vida: a reforma protestante foi uma excelente ideia de Lutero para protestar contra a venda de indulgências pela igreja romana, que nada mais era do que a venda de perdão para pecados cometidos por quem quer que fosse, qualquer que fosse o pecado; tanto assim que todas as teses defendidas por ele foram baseadas neste ato de desonestidade praticado pela igreja romana. Lutero precisava dizer às pessoas que a salvação é pela fé e não pelas obras, se é que comprar perdão de pecados é alguma obra de caridade. Lutero, como Calvino não poderiam fazer a reforma sem a ajuda de alguém que tivesse poder temporal. E, nada mais sábio do que procurar a ajuda de quem, além de ter poder temporal, já estivesse em conflito com a igreja romana; eram justamente os aspirantes a reis em estados que estavam se reorganizando, depois de cerca de mil anos sobe o domínio da igreja romana; era a consolidação dos estados modernos europeus.

Como os incipientes estados europeus estavam tentando se libertar do poder da igreja romana, com a ajuda da burguesia, é natural que a nova religião refletisse os interesses dos novos ricos das cidades. Pesa também neste jogo de interesse da burguesia o contexto econômico de formação do capitalismo de acumulação; um capitalismo inexperiente e que só conhecia uma única regra da economia: comprar barato e vender caro; tudo o que levasse ao lucro fácil seria lícito; portanto, não sobrava muito espaço para a pregação de Jesus sobre a centralidade da prática das boas obras como condição para a ascensão da alma ao Céu. Não se pode negar que os reformadores foram muito corajosos enfrentando o poder da igreja romana e da também decadente nobreza a ela associada. Então vejamos qual a saída para combater as vilezas da igreja romana e agradar aos capitalistas: os reformadores tomaram como mote da reforma o seguinte trecho da carta do apóstolo Paulo aos Efésios: Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. não vem das obras, para que ninguém se glorie.  Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas (Ef 2:8-18).

Como afirmamos que somente Jesus é Deus, e como não existe nenhuma autorização de Jesus para que o apóstolo Paulo revogasse seus mandamentos, cremos que o apóstolo Paulo não poderia tornar facultativas as obras que Jesus considera obrigatórias para a salvação. Neste ponto é conveniente esclarecer que com a apologia que denominamos Jesuismo não se quer denegrir o nome nem a obra do apóstolo Paulo, o que se deseja, com relação à obra do apóstolo Paulo, e de qualquer outro, é submetê-la à autoridade de Jesus Cristo; nada mais, nada menos. Este ponto é central para o Jesuismo; não haveria porque convidar você a arrazoar com Deus se não fosse por uma causa justa: a retomada da divindade, ética e consequente autoridade de Jesus. 

A história registra as alianças que foram feitas entre os reformadores e alguns dos príncipes europeus; registra também que a reforma da igreja se consolidava mediante confissões de fé, que eram resumos da fé a ser professada pelo povo sob autoridade civil do rei que abraçava a reforma, abrindo mão da fé ensinada pela igreja romana. A julgar por algumas doutrinas contidas nas confissões, há razões para supor que as negociações em torno do que poderia ser feito e do que não poderia, na então nova religião, eram muito duras. Então, consideremos o modelo de divindade concebido por Calvino; ele criaria na sociedade um sistema de castas como nunca se viu antes nem depois em toda a história da humanidade. Para explicar a salvação, ele criou uma doutrina chamada predestinação, pela qual Deus não deixaria espaço para que o ser humano decidisse nada; todos os acontecimentos estariam subordinados à soberania de Deus; um Deus que escolhia alguns poucos seres humanos para a salvação e o restante para  a perdição.

A suposição de que não foi Calvino sozinho quem concebeu tão absurda doutrina se deve ao fato de que ela foi submetida ao conselho dos príncipes e aprovada por ele; se o príncipe não tivesse interesse nela, certamente a vetaria, visto que tinha poder para tal. Quando se fala em sistema de castas encomendado pelo mandatário, vem logo a ideia relacionada a controle social, feito pelos mandatários através da religião. Mas, como fizeram a doutrina da predestinação para controlar um povo que põe o joelho no chão com firmeza, os planos dos mandatários foram completamente frustrados. O próprio Calvino instituiu, por meio da religião, um sistema da educação quase perfeito; ele foi primeiramente implantado em Genebra, na Suíça e se espalhou pelo mundo, onde quer que a religião tenha chegado.   

A religião calvinista, com sua concepção de sociedade educada se espalhou pela Europa, de lá foi para os Estados Unidos e de lá veio para o Brasil. Como no Brasil, os religiosos teriam o direito de optar entre praticar uma religião fortemente focada na educação ou praticar uma religião apenas missionária, optaram por praticar uma religião apenas missionária. Esta introdução à reforma protestante, particularmente relacionada ao ramo calvinista, se justifica para mostrar que nem tudo o que foi concebido pelos reformadores tem a ver com Jesus, apenas refletem uma reforma possível, diante de outros interesses envolvidos, o que será tratado da forma mais completa possível em outros textos.            

Sempre justifico a minha apologia, dizendo que aproveito deste momento de liberdade religiosa que vivemos, neste início de século XXI, para convidar  todas as pessoas a arrazoarem com Deus sobre o sentido de suas vidas. É fato que vivemos um contexto de muita liberdade, como nunca se viu antes; um clima de liberdade chega a incomodar porque, muitas vezes, as pessoas buscam a liberdade pela liberdade; o que mais incomoda nesta busca pela liberdade, é o fato de que o que o que se oferece como liberdade, nada mais é do que absurda forma de escravidão, porque é pecado; e pecado escraviza. Não quero aqui citar todos os pecados cometidos em nome da liberdade, como não é objetivo meu sair citando este ou aquele pecado; recomendo apenas que as pessoas vão à Bíblia e lá confrontem suas vidas com o que Deus requer na Lei de Moisés, que são os Dez Mandamentos, que se resumem ao cumprimento dos Evangelhos, então estarão aptas a arrazoar com Deus por saber o que Ele requer.

Quero dizer a você que eu não estou sozinho no mundo com a convicção de que Jesus é Deus e que somente Ele tem autoridade para nos ensinar, para nos guiar e para trazer nossas almas à presença de Deus, para que, ainda nesta vida possamos vencer as aflições e ser guardados do maligno: Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos. Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade (Jo 17:13-17). Há muitos crentes de olhos fitos no Céu, à espera de que uma onda de consciência genuinamente cristã venha varrer a Terra. Portanto, junte-se a nós nesta missão e encontre sentido para sua vida.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Mt 15:13

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© 2012 Afonso Meneses