JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

O PODER DA VERDADE

Seja, porém, o vosso falar:
Sim, sim; não, não; pois o que
passa daí, vem do Maligno. Mt 5:37


A PRÁTICA DA VERDADE NAS SUAS RELAÇÕES COM AS OUTRAS PESSOAS

Caro leitor, este artigo se inicia com um episódio em que os judeus desconfiam da autoridade de Jesus pelo fato de Ele não haver estudado as letras que eles consideravam ser importantes para conferir autoridade a alguém. De fato, tal era a situação da época: um mundo dominado por filósofos gregos, por juristas romanos e por sábios de toda a espécie que eram cortejados pelo poder político romano. Mas com sua doutrina, que falava ao coração, Jesus não se apresentava como mestre, filósofo, profeta, sacerdote, ou qualquer outro sábio; Ele, como sempre, Se apresentava como Deus; e é isto que todas as pessoas que são da verdade podem esperar de Jesus, mais cedo ou mais tarde, em algum momento de suas vidas.

Os versículos a seguir mostram que os judeus não acreditavam que Deus pode mudar a ordem natural dos acontecimentos em favor daqueles que o amam, para a sua própria glória e para testemunho do seu poder em favor de todos os seres humanos: Estando, pois, a festa já em meio, subiu Jesus ao templo e começou a ensinar. Então os judeus se admiravam, dizendo: Como sabe este letras, sem ter estudado? Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo (Jo 7:14-17). Jesus argumentou desta forma porque sabe que todo aquele que verdadeiramente procura fazer a vontade de Deus não permanece por muito tempo em trevas, sem entender que Jesus e o Pai são Um.

 O meu principal objetivo aqui é argumentar em favor da prática da verdade no dia a dia baseado no fato de crer que os seres humanos fomos criados para falar a verdade e não para mentir. Por isto, posso ter certeza de que você vai gostar imensamente da experiência e sentir que falando somente a verdade, você se aproxima de Deus. Pode até ser que, como os judeus, você desconfie da fragilidade da verdade, mas não desista; seu cônjuge, seus pais, seus filhos, seu patrão, seus empregados, seus irmãos e principalmente Deus esperam isto de você; pode parecer tolice esperar que as pessoas falem a verdade mas não é, porque o apodrecimento da sociedade, em qualquer época sempre se deveu ao desleixo para com a verdade, até mesmo nas relações sociais mais simples.

Vale ressaltar que ninguém pode exigir perfeição absoluta de ninguém; por isto, você não pode achar que é a pessoas mais indigna do planeta se não conseguir cumprir integralmente a sua meta de ser totalmente verdadeiro em todas as suas relações com todas os outros seres humanos, com Deus ou consigo mesmo. O que eu defendo aqui é que a prática da verdade é algo muito íntimo e que o exame da sua consciência só cabe a você e a Deus e a mais ninguém. Por isto é que estabelecer uma relação direta com Deus sem nenhuma intervenção humana é tão importante; é isto que Deus espera de todos os seres humanos; é isto que eu me proponha a ensinar, baseado no conteúdo dos Evangelhos, tendo em mente que tais conteúdos emanam da mente de Deus, porque Jesus Cristo é Deus.

Ainda nos primeiros dias da era cristã, o apóstolo Tiago via a jactância, a calúnia e a difamação como problemas sérios entre os cristãos; pois, jactância, calúnia e difamação são formas de mentiras muito presentes na sociedade e têm o papel de abrir caminho para que a consciência se torne insensível a quaisquer outros tipos de mentira; vejamos, então, o conselho do apóstolo: Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniqüidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal (Tg 3:2-8).

Muitas pessoas podem até pensar que se gabar de grandes coisas não seja algo tão grave; é grave, sim, porque a jactância, a vanglória e a soberba são males que afetam o indivíduo e o leva a mudar o curso da natureza dos fatos por descrevê-los de modo completamente distorcido. Tudo é uma quetão de consciência; não pode existir pessoa íntegra se sua consciência aceita a mentira, por menor que seja. O livro de Provérbios ensina: Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. (Pv 4:23); devo esclarecer que coração e mente, neste contexto, significam a mesma coisa; mente é consciência, e consciência é um sentimento somente perceptível por Deus e pala própria pessoa. Portanto, é preciso que façamos exames de consciência com muita frequência, para que possamos confessar os nossos pecados a Deus e Ele nos ajude a abandoná-los.

Quando se analisa as relações entre as pessoas o que vem logo à mente do analista é a complexidade intrínseca do ser humano; contribuem para esta complexidade as diferenças culturais, as diferenças entre concepções filosóficas, as diferenças entre as crenças religiosas, além de muitos outros fatores que poderiam ser enumerados. Como Deus pode todas as coisas, todas as diferenças entre os seres humanos se tornam irrelevantes, porque a proposta de Deus é habitar nas consciências das pessoas; mas tal proposta só pode ser levada a cabo através do Espírito Santo que é o Espírito da verdade que o mundo não pode receber. Portanto, vamos ter boa vontade para com a causa da verdade que só assim nos aproximaremos de Deus e dos nossos semelhantes; normalmente, semelhantes bem próximos que sofrem por causa de uma complexidade que nada mais é do que o egoísmo puro e simples.

Falar somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos é algo absolutamente essencial. Vejamos, então, o que aconteceu com João Batista diante de Herodes, o poderoso mandatário romano o qual tinha poderes para matar o humilde pregador cristão: Porquanto o próprio Herodes mandara prender a João, e encerrá-lo maniatado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; porque ele se havia casado com ela. Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito ter a mulher de teu irmão. Por isso Herodias lhe guardava rancor e queria matá-lo, mas não podia; porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e, ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava. (Mc 6:17-20). É a coragem de falar a verdade a todas as pessoas que faz com que alguém se torne respeitado perante todos. Portanto, antes de torcer os fatos, pense que talvez nem seja necessário torcê-los, porque as pessoas já não acreditam mais em você, mesmo que você fale a verdade; e isto é o mínimo dos prejuízos que a mentira produz.

Creia, caro leitor, a relação entre a verdade e o poder conferido às pessoas que a adotam como estilo de vida ainda existe porque Deus não muda, e Ele é a verdade; então veja como Jesus põe por terra as dúvidas dos seus discípulos que certamente não estavam compreendendo o que Ele lhes prometia; Ele lhes morada junto a Deus; algo parecia muito estranha para se ouvir da boca de um homem; foi quando Jesus declarou mais uma vez ser a encarnação de Deus e que ele representa o único meio para que alguém possa morar no Céu: ... Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14:6). Portanto, é compreensível que as pessoas tenham dificuldade em se convencer do poder da verdade, e Jesus sabe disto, tanto assim, que ao vê-las admiradas do seu ensino as desafiou a viverem como Ele manda para que venham a conhecê-lo de fato e recebê-lo como Deus.

Jesus, diante da suspeita dos seus ouvintes, manda que os pobres incrédulos, mas pretensamente racionais, se disponham a viver como Ele manda; é este o grande desafio posto diante daqueles que buscam a verdade; viver como Jesus manda. Ainda que tal pessoa o tenha por um simples homem simples, por um mestre, um filósofo ou um profeta; contanto que se disponha a fazer o que Ele manda, certamente vai descobrir que Ele era o próprio Deus encarnado; é esta descoberta que dá sentido para a vida; é isto que dá alegria de saber que Deus nos ama e veio ao mundo em forma humana para que o víssemos, senão pelos olhos físicos mas pelos olhos da fé e o testemunho do poder dele em nossas vidas, habitando em nossas consciências pelo seu Espírito que nos é dado se fizermos o que Ele nos manda.

A PRÁTICA DA VERDADE NAS SUAS RELAÇÕES COM DEUS

Para compreendermos a natureza humana é preciso que que compreendamos também a natureza de Deus. Então vejamos qual é a base da confiança que os cristãos têm no conhecimento de si mesmos e de Deus: os cristãos creem somente na divindade de Jesus Cristo testemunhada pela Bíblia; A Bíblia dá testemunho da natureza e do amor de Deus por todos os seres humanos; desde as suas primeiras letras, ela diz que Deus promete o Messias que haveria de livrar o ser humano do poder do pecado: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gn 3:15). Como veremos a seguir esta declaração do amor de Deus pelo ser humano foi uma resposta a uma atitude do homem de terrível desconfiança em relação ao seu criador; atitude que se propagou pela espécie humana e está fortemente relacionada com a situação de bem-estar em que se encontre a pessoa; ou seja, enquanto mais a pessoa viva em situação conforto e segurança material, mais ela desconfia de Deus. 

Parece contraditório, mas enquanto mais o ser humano tem acesso a situações de privilégio material, mais ele desconfia de Deus; e a desconfiança do ser humano em relação a Deus motivou a entrada da mentira no mundo; isto mesmo; a desconfiança de que a verdade não prevaleça e de que o Bem nem sempre vença, faz com que o ser humano se exponha ao vale-tudo do mundo. A criação, a queda do ser humano e a promessa de retorno ao Paraíso estão relatados no mito da criação. O mito da criação foi a única forma de Escritura Sagrada que a humanidade conheceu por milênios; ele surgiu antes mesmo do uso generalizado da escrita, que veio a marcar o fim da pré-história. O mito da criação era transmitido de geração a geração por tradição oral; seu conteúdo jamais se perdeu no tempo, por ser verdade de Deus; uma verdade que se resume à promessa do Messias; a encarnação de Deus.

Os sete primeiros capítulos do mito da criação funcionam como uma introdução à Bíblia; ou seja, faz um resumo de tudo o que será relatado em toda a Bíblia; nos sete primeiros sete capítulos ele trata da criação do homem, da queda, da promessa de redenção e do dia a dia de uma humanidade caída que, ainda que indigna é acompanhada de perto por Deus, cujo intuito é manter a sua fidelidade e restaurar a glória a uma espécie que lhe agradou fazer à sua imagem e à sua semelhança. Os sete primeiros capítulos terminam com o juízo que se segue após Deus haver encerrado o seu apelo para que o ser humano aceitasse a sua proposta de salvação. Conforme relata o mito da criação, Deus não permitiu que o ser humano determinasse a hora certa de encerrar o apelo; Ele mesmo se encarregou de fechar a porta da arca: E os que entraram eram macho e fêmea de toda a carne, como Deus lhe tinha ordenado; e o Senhor o fechou dentro (Gn 7:16).

Como você está acostumado a ouvir pregadores, escritores e teólogos cristãos ensinando que Deus se divide em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e ainda assim, tais mestres têm exigido que você aceite que o cristianismo seja uma religião monoteísta, é razoável que você também desconfie de que o mito da criação também seja uma invenção humana. Pois é bom que você saiba que nem a Trindade nem o mito da criação são invenções humanas, e sim, pontos de partida para que se entenda Deus e seu plano de ação no universo. O significado da Trindade é que Deus é Espírito, por isto o Espírito Santo é a essência de Deus e o Pai é uma teofania do Espírito Santo, bem como o Filho é uma teofania do Espírito Santo; o que se resume em o Pai ser o Espírito Santo e o Filho ser o Espirito Santo e o Espírito Santo ser a essência de Deus; por isto é que Jesus afirma que Ele e o Pai são Um e que Ele se manifesta às pessoas que o recebam como Deus.

Como Jesus sempre existiu; a Bíblia declara isto: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo 1.1), a sua onisciência e sua onipresença sempre foram a base do relacionamento de Deus com todos os homens. Por isto, quando se considera que Jesus é a encarnação de Deus é preciso que também se considere que Ele não é um deus pequeno, porque deus pequeno é ídolo. Ele é Deus de todas as pessoas e assiste a todos, e nos cabe apenas aceitar o modo como Ele se relaciona com Suas ovelhas. Ele declara: Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um pastor (Jo 10:16). Então é justo pensar que Jesus é pastor de todos os seres humanos, e a todos convida para uma relação de muita confiança.

O versículo acima nos remete ao entendimento de que Deus trata com cada ser humano a nível da consciência, não cabendo a nós julgar nada da relação honesta entre um ser humano e Deus. Como a relação entre um ser humano e Deus é muito pessoal, entende-se que Ele deu livre arbítrio ao ser humano para que ele viva dentro das condições estabelecidas por Deus; e que fique claro que não existe livre arbítrio humano em relação a Deus. O fato de alguém poder escolher entre este ou aquele aspecto da sua vida prova que Deus é bom; mas prova também que o ser humano é muito limitado, porque ele por si não pode escolher absolutamente nada; embora, por mera arrogância pense que escolheu alguma coisa; é por causa da ilusão de obter mais da vida, fora do domínio de Deus, que muitas pessoas acabam enganadas pela serpente; aquela mesma que enganou nossos pais no Éden e que é genitora de toda mentira.

Mais uma vez eu insisto na tese de que para que as pessoas possam entender a Bíblia é preciso que elas guardem os mandamentos de Jesus para receberem o Espírito Santo e por Ele serem guiadas e assim entendam a verdade de Deus. Então vejamos porque é tão importante que sejamos guiados pelo Espírito Santo, que é a essência de Deus; é porque, guiados pelo Espírito Santo, não precisamos viver nossas vidas observando os mandamentos de mais de duas centenas de personagens bíblicos, porque, do maior ao menor, são todos servos, Jesus Cristo é o único Deus; e, para saber se é ou não verdade o que eu afirmo, disponha-se a viver como Ele manda. Neste ponto eu quero afirmar que todo o conteúdo bíblico precisa ser submetido ao conteúdo dos Evangelhos, para que o conteúdo bíblico que foi revogado por Jesus seja considerado apenas aspecto da história do povo judeu. Portanto, vamos ler a Bíblia pensando no que Jesus diz ser o grande mandamento: Os fariseus, quando souberam, que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se todos; e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou-o, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas (Mt 22:34-40).

Para sustentar o que afirmei sobre a absoluta autoridade de Jesus eu quero citar o episódio narrado nos Evangelhos conhecido como a transfiguração de Jesus; nele, o Pai declara que só Jesus tem autoridade; nem a Lei nem os Profetas, mas Jesus. Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, e os conduziu à parte a um alto monte e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi (Mt 17:1:5). Senhores pregadores, escritores e teólogos cristãos, só Jesus é Deus, só Ele tem mandamentos; só Ele tem autoridade; o resto é deus pequeno, e deus pequeno é ídolo.

Senhores pregadores, teólogos e pensadores cristãos, eu compreendo que muitos de vocês só conhecem muito bem o evangelho do apóstolo Paulo; um pouco menos os evangelhos do apóstolo Pedro, do apóstolo João, do apóstolo Tiago e do apóstolo Judas. Compreendo também que vocês foram ensinados a tratarem às mais de duas centenas de personagens bíblicos como se fossem deuses e a falar mal dos idólatras. Vocês não fazem apologia de Jesus e da fé cristã, vocês foram ensinados a fazer apologia da Bíblia e dos seus inúmeros personagens, sendo Jesus apenas mais um deles. Vocês foram ensinados que Jesus orbita em torno da Bíblia; também foram ensinados que a Santa Ceia repetida pelo apóstolo Paulo é mais adequada aos cristãos do que a Santa Ceia ordenada por Jesus, tanto assim, que muitos crentes nasceram na fé cristã e morreram de velhos na fé cristã e nunca tomaram a Santa Ceia ordenada por Jesus; porque o apóstolo Paulo é o grande ídolo, mas também é o deus pequeno daqueles que preferem a doutrina dele à doutrina de Jesus.

Eu não posso negar, senhores pregadores, teólogos e pensadores cristãos que vocês façam referência a Jesus; fazem sim, quase sempre, somente no tradicional ... em nome de Jesus amém, do final de cada oração. Também não posso negar que vocês se refiram a Jesus como Mestre, Salvador, ou Sacerdote; o que eu penso é que estes títulos precisam ser melhor explicados, para que possam ser compreendidos; porque eles só podem ser compreendidos se explicados no contexto da observância da divindade exclusivas a Jesus Cristo, com fiel ensino e obediência aos mandamentos dele. Caso contrário, a congregação vai compreender que os personagens humanos são mais importantes do que Jesus, visto que, de acordo com os ensinos de vocês, todas as palavras deles são a Palavra de Deus, por isto, eles têm igual autoridade. Portanto, eu sugiro que vocês recebam Jesus Cristo como Deus e conclamem suas congregações a fazerem o mesmo, ou jamais critiquem alguém pela prática da idolatria.

A PRÁTICA DA VERDADE NAS SUAS RELAÇÕES CONSIGO MESMO

Caro leitor, agora estamos tratando de uma questão prática: você pode se esconder do seu semelhante, que como você não é onisciente, pode pensar que se esconde de Deus a quem você não vê, mas você não pode se esconder da sua própria consciência. Você sabe o quanto é sofrida a vida de quem se esquece da sua própria alma ou finge nem tê-la. Você sabe que o completo esquecimento de Deus nos levam ao esquecimento da nossa alma;  é isto que faz alguém chorar sozinho em um quarto escuro, sem nenhuma causa aparente; mas é neste momento auspicioso que Deus está gritando por você, batendo à sua porta e lhe convidando para entrar em sua casa e cear com você.

Na verdade, você está faminto e à procura de alimento; o ser humano está sempre procurando alimento; Deus sabe disto e se oferece para saciar sua fome e sua sede. Mas, infelizmente, a serpente também sabe que que você tem uma certa liberdade de escolha e que uma boa mentira vai lhe ajudar na sua decisão: Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis (Gn 3:1-4).

Você pode argumentar que não está disposto a acreditar no mito da criação; eu não quero que você acredite nele, sem mais nem menos; eu quero que você tenha experiência com Deus. Mas Deus só vai se manifestar a você mediante a sua fé verdadeira e consciente na sua total incapacidade de promover sua própria felicidade; Ele quer que você seja um servo da verdade; Ele sabe que se você se tornar um servo da verdade logo vai começar a levá-lo a sério e a serpente não terá mais domínio sobre você. Aí vai ser possível você compreender os Evangelhos; e compreendendo os Evangelhos você vai renunciar ao amor ao dinheiro e preferir amar ao seu próximo; é este o sentido do mito da criação: de forma muito simples declarar que sua completa felicidade depende de Deus e não de você; não do seu dinheiro; não da sua inteligência nem da sua capacidade de escolha, mas do seu reconhecimento consciente da autoridade de Deus em sua vida e em tudo o mais que o cerca.

Voltando ao versículo exposto acima, percebe-se que a mulher tinha quase tudo para resistir à mentira da serpente; no entanto lhe faltou confiança em Deus. A serpente se apresentou como defensora da espécie humana contra a tirania divina de proibir que comessem de todo os frutos do Jardim; era mentira, só estava proibido que comessem do fruto da arvore que estava no meio do Jardim e a mulher declarou isto. A mulher, na verdade, estava faminta do fruto proibido que chegou a inventar uma mentira sobre o decreto de Deus para que não comessem daquele fruto; ela disse que Deus havia proibido até de tocar no fruto, o que não é verdade: é este o tipo de zelo religioso que vai além do decreto de Deus que nada pode contra o poder de persuasão do maligno. Portanto, para vencer as tentações do maligno nós precisamos é da verdade; nada mais, nada menos.

Mas você pode argumentar que nasceu no Evangelho e que nunca passou por crise existencial de ter que se desesperar; pois saiba que há muita gente passando por agruras terríveis por não se sentiram atraídas por um evangelho que não alimenta; e se você prega um evangelho que não alimenta você falta com a verdade de Deus e ninguém tem porque levar o seu evangelho a sério; nem a você nem o seu evangelho. Portanto, uma vida verdadeira faz toda a diferença na vida de qualquer ser humano, não importando se ele é religioso ou não. Deus sonda a consciência e busca para si adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Para Jesus não havia distinção entre judeus e samaritanos, o que contava era a adesão honesta ao Reino de Deus e às verdades apresentadas por Ele; principalmente àquelas verdades relacionadas com a natureza dele.

Quando eu cunhei a expressão: fale somente a verdade a todas as pessoas e em todas as situações e leve Deus a sério tanto quanto você o conheça, de acordo com a opinião de Jesus Cristo, eu estava pensando em resumir o melhor que eu havia aprendido do Evangelho em tão poucas palavras. A princípio eu pensei que as pessoas teriam grande facilidade de entender uma expressão tão curta e clara. Mas, ao longo dos tempos eu fui percebendo que as pessoas têm uma certa consciência de que mentem conscientemente por falta de quem lhes diga que a mentira é um terrível pecado, que, entre outros prejuízos, impede que o cristão receba o Espírito Santo.

Quanto a levar Deus a sério, eu confesso que me surpreendi com a quantidade de pessoas que dizem levá-lo a sério, mesmo considerando que teriam que levar Deus a sério de acordo com a opinião de Jesus Cristo; ainda assim as pessoas achavam que levavam Deus a sério. Com esta recomendação em pretendo apenas resumir a minha convicção de fé na divindade de Jesus, o que não me assegura o direito de julgar as relações entre os seres humanos e Deus; isto Jesus me proíbe. Eu quero apenas chamar as pessoas para que, de livre consciência, se acheguem a Deus com a segurança de que Ele é fiel em todos os seus propósitos e que o seu propósito maior é fazer morada na consciência de todos aqueles que o amarem e guardarem seus mandamentos.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Mt 15:13

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© 2012 Afonso Meneses