JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

INTRODUÇÃO AO ENSINO BÍBLICO

Porei inimizade entre ti e a mulher,
e entre a tua descendência e a sua descendência;
esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
(Gn 3:15)

O ENTENDIMENTO DA LEI DE MOISÉS E DO ESPÍRITO SANTO

Caro leitor, em nome da verdade, eu sou obrigado a afirmar que, entender a Bíblia é um grande desafio para qualquer pessoa, portanto, se você tiver alguma dificuldade em entendê-la, não desanime; você vai compreendê-la, você vai amá-la; aconteceu comigo. Quando eu era ainda muito jovem, na cidade do Rio de Janeiro, eu passei por uma séria crise existencial que consistia basicamente em ter certeza de que aquelas estruturas familiares dominantes na sociedade não correspondiam ao meu sonho de felicidade; por isto, o vazio era um refúgio incômodo, mas era o meu único refúgio.

Eu ouvia programas de inspiração bíblica no rádio e na televisão; nada fazia sentido para mim, mas eu tinha esperança de que a Bíblia tivesse algo feito para mim. Um dia eu entrei em uma loja e comprei uma Bíblia, a qual eu comecei a ler imediatamente; a loja ficava em uma praça, e quando eu desembrulhei a Bíblia, sentado no banco da praça, que comecei a ler fui tomado pela certeza de que não poderia haver livro pior; cheguei a atirá-la na lata de lixo, depois peguei de volta, em respeito às pessoas que tanto a amam. Ao chegar em casa a acondicionei na estante com muitos outros livros já lidos; naquele momento eu só tinha uma certeza: eu jamais voltaria a ler aquele livro; que na verdade, se tratava de um exemplar do Novo Testamento.

Tenho certeza de que todas as pessoas passam por momentos em suas vidas que as induzem à reflexão e à tomada de consciência sobre a existência de Deus; e que é nesta hora que a igreja deveria entrar em ação. Não posso dizer que tenha vencido o meu problema existencial sozinho; a igreja me ajudou muito, por isto eu creio que as igrejas bem-intencionadas e espiritualmente sanáveis precisam se diferenciarem das arapucas que foram fundadas para tomarem dinheiro dos pobres seres humanos sedentos de Deus e desiludidos com a vida. Creio também que as igrejas espiritualmente sanáveis só irão poder justificar sua missão aqui na Terra se centrarem seu ensino na divindade, na ética e na autoridade de Jesus Cristo.

Ao iniciar este capítulo sobre cristianismo, eu quero agradecer a Deus por haver me conduzido a uma igreja reformada tradicional, a Igreja Presbiteriana do Brasil, na qual congrego há mais de trinta anos. O meu ensino é uma apologia à divindade, à ética e à autoridade de Jesus; não é uma dissidência, não é uma nova denominação, é a defesa da divindade, da ética e da autoridade de Jesus Cristo. A esta apologia eu denominei Jesuismo, um nome nada original, visto que já existiram outros jesuismos tentando passar uma imagem de Jesus como alguém longe das religiões e moldável às aspirações dos seus inventores. Portanto, volto a reafirmar que o Jesuismo que se prega aqui visa atribuir toda autoridade espiritual e ética a Jesus Cristo e a nenhum outro dos inúmeros personagens bíblicos.

É possível que você que já conhece a Bíblia venha se escandalizar com as considerações que faço sobre os dois pontos mais mal entendidos pelos intérpretes da Bíblia, de todas as denominações; no Antigo Testamento tem-se ensinado que Lei de Moisés é tudo o que se atribui a Moisés; o que não é verdade; a Lei de Moisés são os Dez Mandamentos, e toda a Bíblia precisa ser coerente com eles, porque ela é absolutamente irrevogável, isto porque o Espírito de Deus não se contradiz. O segundo ponto, se encontra no Novo Testamento e diz respeito à forma como o crente em Jesus Cristo recebe o Espírito Santo, o batismo com o Espírito Santo; este ponto tem sido motivo das maiores divergências entre as denominações; as denominações precisam voltarem-se para Jesus, elas precisam falar de frente para Jesus e não de costas, para entender o que Ele diz.

O entendimento da Bíblia não pode depender de seres humanos, porque Jesus tomou para si ser o único Mestre e o único Guia, portanto, é injusto que as pessoas se aflijam na busca do conhecimento de Deus; porque Jesus afirmou que para conhecer a Deus bastaria conhecê-Lo: Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. E a ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque um só é o vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo. Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo. (Mt 23:8-11) Com a apologia que faço à divindade, à ética e à autoridade de Jesus Cristo eu vos convido a receberem Jesus como Deus e fugirem dos conflitos gerados pelos ensinos religiosos e pelas inúmeras interpretações da Bíblia, dados por pessoas que colocam a autoridade dela acima da autoridade de Jesus.

O meu testemunho do poder de Jesus Cristo é fortemente alicerçado no fato de Ele haver me curado de câncer e de insuficiência cardíaca, em um período de menos de dez anos; por isto, não posso escrever o que escrevo esperando aceitação de quem quer que seja, porque meus escritos se destinam a conduzir as pessoas à presença de Jesus Cristo, porque considero que vivendo sob os mandamentos dele as pessoas se sentirão seguras, e viverão em paz: Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco. Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14:25-27).

Creio que seja necessário mostrar a você que o ser humano não recebe o Espírito Santo por inteiro; ele recebe a porção do Espírito Santo necessária ara a sua santificação; porque, somente Jesus recebeu a plenitude do Espírito Santo; ou seja o Espírito não lhe foi dado por medida, como é dado às pessoas que se dispõem a amar a Jesus e fazer o que Ele manda. Jesus, na ocasião do batismo, recebeu a plenitude do Espírito Santo e a partir deste instante assumiu a condição humana e divina, ao mesmo tempo; quando Jesus foi morto, apenas a condição humana sofreu a morte e a condição divina continuou a existir como o Espírito Santo, que é também o Pai a quem todas as coisas se submetem, inclusive Jesus, na condição humana. Portanto, não são três pessoas na Divindade, como nos foi ensinado. É o Espírito Santo como a essência de Deus que unifica o Pai e o Filho.      

O que eu estou ensinando sobre a importância de seguir a Jesus bem de perto, porque Ele é Deus, não é ensinamento novo; é o que Jesus ensinou e manda que assim ensinemos; infelizmente, os modernos fariseus, que não conhecem nem as Escrituras nem o poder de Deus nos remetem a outros mestres, mas nós não podemos aceitar seus ensinos. Para se ter uma ideia da importância de aprendermos somente com Jesus, ainda nos tempos apostólicos o apóstolo Pedro escreve uma carta às igrejas na qual ele dá um excelente conselho para todos aqueles que aguardam a vinda de Jesus ou caminham para a eternidade trilhando o caminho santo. Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz; e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade (II Pe 3:13-18).

O assunto de que tratam os versículos acima está relacionado com a volta de Jesus, que o apóstolo Pedro pondera, de modo muito sábio; o que estava acontecendo era que algumas pessoas já estavam se cansando de esperar e começaram a especular sobre os ensinos de Paulo, até injustamente, porque neste ponto Paulo é muito comedido; não vai além do que Jesus ensina, e Pedro é de uma sabedoria imensa ao afirmar que Deus não precisa contar o tempo nem as gerações como nós contamos: Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. (II Pe 3:8-9)

O ESPÍRITO SANTO É O ESPÍRITO DA VERDADE E NÃO DA MENTIRA; SÓ QUEM GUARDA OS MANDAMENTOS DE JESUS O RECEBE

Para falarmos de frente para Jesus é preciso que somente Ele tenha autoridade espiritual e ética em nossas vidas. Quando Jesus diz que é preciso nascer de novo. ... Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (Jo 3:5-8); não podemos questionar; nascer de novo significa o batismo com o Espírito Santo, que capacita o crente a agir em nome de Jesus para toda a boa obra, sem as especializações que os homens chamam dons e os buscam, desesperadamente, sem se preocupar em fazer o que Jesus manda; isto tem levado uma grande parte dos cristãos a tentarem arrancar das cartas do apóstolo Paulo tudo o que consideram condição para receberem dons do Espírito Santo; em vão, porque só Jesus Cristo é Deus e só Ele pode dar o Espirito Santo, que é o Dom em si.

Conforme já afirmei, o Espírito Santo em si é o Dom, concedido pelo Pai a pedido de Jesus homem: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. A saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós (Jo 14:15-17). O Espírito Santo é o Espírito da verdade e não da mentira; é para os crentes e não para os incrédulos; vamos crer que Jesus é Deus e por isto precisamos levá-lo a sério; não vamos querer construir um cristianismo alheio à autoridade exclusiva de Jesus; Jesus não prometeu dons; Ele prometeu o Espírito como o Dom, para, na medida da fé de cada um capacitar os crentes, primeiramente à santificação pessoal e então produzir os frutos que Deus espera que os santos produzam.

Pode ser que neste ponto o leitor venha se aborrecer por considerar que tudo o que se construiu de doutrinas sobre o Espírito Santo, até hoje, passa pelos dons especializados e categorizados como tratado pelo apóstolo Paulo em suas cartas. O que eu creio, e por isto tenho como certo é que Jesus não tratou do assunto desta maneira; Ele ensinou que todos os que cressem e guardassem as suas palavras teriam igual e plena capacitação para agir em nome e com a autoridade dele. Portanto, para que não entremos em conflito, sem necessidade, eu recomendo que todos os leitores falem somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos e levem Deus a sério tanto quanto o conhecem, de acordo com a opinião de Jesus Cristo; só assim o leitor irá confiar na conclusão dele sobre o Espírito Santo e sobre tudo mais que dele depender.

Amado leitor, aceite meu convite: vamos olhar somente para Jesus !... O Espírito Santo é a suficiência do crente para que ele viva farto e sem nenhuma necessidade espiritual; é o alimento que revigora o fraco e é a água que brota das fontes da água da vida que sacia os que dela bebem: Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum;  porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima (Ap 7:16-17). O Espírito Santo é o próprio Deus porque Jesus afirma que Deus é Espírito, e Jesus ao ressuscitar entregou o Seu Espírito ao Pai, reassumindo a sua condição de divindade única, porque Jesus e o Pai são Um, e Deus é indivisível, bem diferente do que é ensinada pelos doutrinadores cristãos, há mais de dezessete séculos.

Como eu o tratei de amado leitor, quero deixar bem claro que eu o amo mesmo e não quero deixar você triste por considerar que eu ensino coisa nova, ao afirmar que Jesus após a ressureição assumiu a glória que tinha antes da fundação do mundo; é por isto que eu afirmo que Jesus é Deus; então veja, na sua aparição aos discípulos, Ele afirma que recebeu toda autoridade de Deus: Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Mt 28:17-19) Como foi tratado no parágrafo anterior, tudo se resume à divindade que é Espírito, porque Jesus e o Pai são Um e o Espírito Santo é o Espírito de Deus que é o Espírito de Cristo; é a essência de Deus.

Como nós somos humanos e limitados, Deus se comunica conosco através de teofania que dá forma humana a Deus e aos anjos, por isto Jesus ressuscitado, sendo Espírito, apareceu aos seus discípulos em forma humana, antes de subir ao Céu, no sentido de haver dado ordem a respeito da igreja que surgia. Como o objetivo dele era buscar todos os seus discípulos, logo após a ressurreição, como prometido, para o nível de fé de Maria Madalena, Jesus apresentou-se tão simples que ela o confundiu com o jardineiro, e por achar desnecessário não permitiu que ela o tocasse: Disse-lhe Jesus: Não me toques; porque ainda não subi ao Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes que subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus (Jo 20:17). Todo este discurso de Jesus foi perfeitamente compatível com a teofania, ou seja a aparição de Deus em forma humana, embora o objetivo destas aparições tenha sido que todos reconhecessem que Ele é Deus, conforme veremos a seguir.

 Observemos que a Maria Madalena Jesus não achou necessário que ela o tacasse, mas, para o nível de fé de Tomé, Jesus permitiu ser tocado: Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! (Jo 20:24-28).

Que Deus Se manifestou à humanidade como Pai, que é único Deus criador de todas as coisas, com todos atributos que lhe são próprios, ninguém tem dúvidas; que Jesus tenha sido gerado do Pai, como ser humano, para consumar a promessa na qual os santos esperavam, também ninguém tem dúvidas: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te fe rirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. (Gn 3:15) Mas, o ser humano que se ofereceu para resgatar as nossa almas do poder da morte causada pelo pecado existiu desde o princípio, foi isto que Jesus declarou aos judeus: Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia; viu-o, e alegrou-se. Disseram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos, e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou (Jo 8:56-58). Portanto, não há porque especular se Pai e Filho são pessoas distintas, como ensinam os doutrinadores cristãos, sem preocupação com a negação do monoteísmo.

Neste ponto eu creio que já podemos falar sobre a profecia que afirma que Jesus reassumiria sua glória, e que voltaria a ser Um com o Pai: Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos (I Cor 15:26-28). Se o último inimigo a ser destruído foi a morte, o que estaria faltando para que Jesus reassumisse sua condição de Eu Sou, ou seja Deus Forte, Deus Todo Poderoso. Ou o apóstolo Paulo jamais poderia ter errado na sua interpretação da profecia? Portanto, quando você se referir a Jesus saiba que está falando do Filho do Homem, que é o Cordeiro e também é o Pai.    

Quando eu afirmo que Jesus é Deus eu estou implorando para que você não desconfie do que Ele afirma; pode desconfiar de mim à vontade, mas não desconfie de Jesus, porque é esta desconfiança por parte de teólogos, pensadores e pregadores cristãos que faz do cristianismo uma religião tão decadente. Se eu escrever alguma coisa que não lhe aproxime de Jesus, não leve a sério, eu sou humano e posso errar, mas meu objetivo é conduzir você ao Evangelho para que você tenha a segurança de que está seguindo a Deus e não aos ídolos. Vamos, aproveite a liberdade religiosa que temos e vamos desocultar este Evangelho que foi ocultado pela força dos poderosos como o imperador romano Constantino e os príncipes apoiadores da reforma protestante; digamos até que você não acredite na teoria de conspiração que atribui a ocultação de parte do Evangelho ao  imperador Constantino e aos príncipes europeus, que apoiaram a reforma protestante, mas, o óbvio é que boa parte do Evangelho está oculta e precisa ser trazida à luz, sob pena de que a decadência do cristianismo se agrave ainda mais.  

Está certo quem pensa que que o imperador Constantino ou qualquer outro poderoso jamais teria poder para impedir a ação de Deus, e não impediu, ninguém impede a ação de Deus; a igreja continuou sua trajetória vitoriosa, mesmo sob as trevas da idade média; foram inúmeros os crentes que se levantaram e, alheios à vontade dos papas construíram um cristianismo digno dos Evangelhos; muitos foram considerados hereges e tiveram seus corpos queimados vivos. Nós que lutamos por um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente responsável diferimos dos cristãos que lutaram por um cristianismo centrado somente nos Evangelhos; eles lutaram contra inimigos visíveis, nós, porém temos que lutar contra inimigos invisíveis que são as inúmeras formas de ortodoxia bíblica que não consideram a divindade, a ética nem a autoridade de Jesus; são ortodoxias tão irracionais que produzem não menos perigosa mundanização do cristianismo, em ambos os casos todos se dizem cristãos mas ninguém olha para Jesus.

Agora eu peço que você tenha um pouco de paciência comigo, porque o que eu vou dizer pode lhe escandalizar; amos considerar que todos os livros do Novo Testamento, exceto os quatro Evangelhos e o livro de Apocalipse são históricos; você foi ensinado que histórico é apenas o livro de Atos dos Apóstolos, e as cartas dos apóstolos são todas livros doutrinários, ou seja, livros que se destinam ao ensino da igreja: E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. (At 2:37-42)

Vejamos que a afirmação ... e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações, não poderia ser diferente, porque os apóstolos foram os primeiros cristãos a anunciar os Evangelhos e receberem poder para tal; um poder que eu e você também deveríamos aceitar, porque Jesus nos ofereceu do mesmo modo que ofereceu aos apóstolos: Partiram, pois, os onze discípulos para a Galiléia, para o monte onde Jesus lhes designara. Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28:16-20). Observe que Jesus prometeu poder aos onze, na qualidade de discípulos, como eu e como você; prometeu que este poder se estenderia a todos os seus discípulos até a consumação dos séculos, e os onze morreram como todos nós morreremos; portanto anunciar a divindade, a ética e a autoridade de Jesus é responsabilidade nossa; Ele nos deu autoridade para isto.

 Você sabe porque a igreja, que deveria ser chamada cristã, tanto a igreja romana quanto a igreja reformada se confessam apostólicas? É por causa do versículo que foi citado acima; por serem apostólicas não abrem mão das doutrinas dos apóstolos, como se Jesus e os Evangelhos não existissem; se você se considera um cristão professo e isto não lhe parece um problema, é hora de você se voltar para os Evangelhos, porque me parece que está faltando luz em sua vida; porque sem a luz do mundo, não dá para enxergar muita coisa: Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (Jo:8:12). É este o sentido a minha apologia; convidar você a viver um cristianismo de frente e não de costas para Jesus, porque Ele afirma: ... porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15:5). Eu não quero lhe humilhar, muito pelo contrário, eu preciso que você me dê a mão para que andemos juntos nestes tempos de muita liberdade; liberdade que pode fazer com que através dela venhamos perder tudo, mas, também, através dela venhamos ganhar a vida: Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela (Jo 1:2-5).

Longe de mim querer acusar você do pecado de idolatria; o que a cristandade vive hoje se deve a uma herança cultural muito forte, da qual tem dificuldade de se livrar: Responderam-lhe: Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém; como dizes tu: Sereis livres? Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Ora, o escravo não fica para sempre na casa; o filho fica para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres (Jo 8:33-36). Como se pode verificar com a citação anterior, Jesus quer libertar os judeus das estruturas religiosas, que ainda que bíblicas, não serviam ao propósito de Deus de dizer quem é Jesus. Portanto, vamos arrazoar com Deus para que não deixemos nos escravizar por líderes que usam da intimidação para aprisionar as vítimas da ignorância sobre o que vem a ser o Messias; sua divindade, sua ética e sua autoridade.

FOI EM UMA IGREJA CRISTÃ TRADICIONAL QUE JESUS ACOLHEU

Conforme já expliquei, o meu principal objetivo na vida é fazer apologia à divindade, à ética e à autoridade de Jesus Cristo e não a esta ou àquela denominação cristã. Mas, eu tenho que admitir que uma igreja não precise ter necessariamente um templo feito de barro, mas ela precisa ser uma congregação composta por pessoas que professem a fé na divindade de Jesus Cristo e vivam segundo a ética dEle e atribuindo a Ele toda a autoridade no seu dia a dia. O trecho a seguir se refere ao momento da minha vida em que eu me encontrei com Jesus pela primeira vez em uma igreja tradicional; a Igreja Evangélica Congregacional, fui impactado pelo poder de Deus pelo testemunho de cura de um irmão da Igreja Assembleia de Deus, uma igreja pentecostal e fui doutrinado em uma igreja reformada tradicional, a Igreja Presbiteriana do Brasil, conforme relatado abaixo:

Eu tenho razões de sobra para amar a igreja cristã, e creio que há uma multidão de cristãos, que sentem uma enorme gratidão por terem encontrado sentido para suas vidas, a partir dos ensinos recebidos em uma destas igrejas. Por isto, não dá para ver tanto descaso comprometendo o nome da igreja, e ficar calado. Criado em um lar católico, eu cheguei ao Rio de Janeiro, onde eu comecei a estudar e a trabalhar, na década de 1970. A solidão que me sufocava, e a desilusão com a desagregação familiar, que me cercava, me levaram a fazer um projeto de vida, que se todas as pessoas o seguissem, certamente, a espécie humana seria extinta da face da terra, em poucos anos. Decidi que jamais casaria ou teria filhos. As pessoas me pareciam seres sem alma. Ou, pelo menos, se tivessem alma, haviam se esquecido dela. O que eu não desconfiava, é que eu também havia me esquecido da minha alma. É isto que faz alguém perder a esperança. É isto que faz alguém chorar no escuro, sem nenhuma causa aparente. É isto que faz alguém buscar a felicidade em qualquer lugar, custe o que custar.

Depois eu descobri que não estava sozinho: havia mais gente com medo do futuro. Há alguns anos, eu li em um jornal, uma notícia sobre um famoso pediatra brasileiro, que ensinou pais e mães criarem seus filhos, por décadas. Conta o jornal que o médico estava em seu consultório, quando sua neta, gestante, entrou na sala. Como ele não sabia da gestação, quando a viu grávida, começou a chorar. Ela perguntou porque ele estava chorando, e ele respondeu que estava chorando de tristeza. Desapontada, a neta quis saber a razão da tristeza do avô. Ele disse, então, que estava chorando de pena daquela criança. Porque, explicou ele, ela iria viver em um mundo muito sacana. Se você também pensa assim, eu quero lhe dizer, com a autoridade que Jesus me deu: não tema. Porque, Jesus quer ser o fiador das suas relações com todos os outros seres humanos. Se você aceitar as condições dEle, duvido muito que algo dê errado. Pode confiar. Com Jesus, a vida é bela.

Controlando a depressão como podia, eu punha na educação, toda as minhas esperanças de dias melhores. Não posso dizer eu tenha me enganado. Mas uma boa educação e sentido para a vida, são coisas completamente diferentes. Às vezes eu frequentava as missas, mas era tudo rezado. Não havia argumento que justificasse a minha presença naquele lugar. Nenhuma referência a valores. Nenhum incentivo a um crescimento espiritual. Nenhum material didático, pelo qual eu pudesse conhecer a razão da minha fé. Havia um certo ensinamento baseado no exemplo de vida de alguns santos. Tudo parecia uma forma de justificar a recomendada devoção a eles. Nada que me desse esperança. Nada que me fizesse confiar no futuro. Nada que me dissuadisse da ideia de viver como eu mais detestaria: sozinho no mundo.

Em meados da décadas de 1980, eu conheci uma moça, que fez de tudo para me dizer que Deus me amava muito. Com um folheto, destes que se usam para evangelizar, ela me mostrava a figura de Abraão. Na figura, o patriarca aparecia com um punhal na mão, para cravar no peito de Isaque, seu único filho. Ao perguntar a ela porque Abraão estava fazendo aquilo, ela me disse que era porque Deus havia mandado. Quando eu perguntei porque Deus havia mandado, ela me respondeu que era porque Deus amava muito a Abraão. Sem entender nada, e sem querer entender qualquer coisa, eu me ative àquela passagem bíblica, que certamente seria a mais fértil, para que eu pudesse ridicularizar a fé daquela moça. Ela tinha uma paciência de Jó. Estava sempre disposta a repetir tudo, sobre aquela passagem bíblica. Um dia ela mudou-se, não sei para onde, e deixou comigo somente uma curiosidade. Como pode, alguém ser tão ridicularizada, e não abrir mão de uma convicção tão irracional?

Em um domingo, à noitinha, eu entrei em uma igreja protestante, em busca da resposta. Afinal, era a denominação onde a moça havia sido educada. Eu me aproximei da entrada da igrejinha, como se eu fosse entrar no lugar mais inferior do mundo. Ao lado do portãozinho de ferro, enferrujado, que conduzia à igrejinha de pintura mal cuidada, havia um rapaz. Ele tinha algumas cicatrizes no rosto, que pareciam ser de balse. E eram. Ele havia sido recuperado do mundo do crime. Ele me ensinou com uma única sentença, tudo o que eu precisava saber sobre o papel da igreja no mundo. Ele me disse: "não tenha medo, entre, aqui nós não fazemos nem o bem nem o mal por você; apenas lhe orientamos para que você estabeleça um contato com Deus sem nenhuma intervenção humana". Eu entrei e assisti ao culto. O pregador falava de Deus e de Jesus. Tudo o que ele falou de Deus eu achei acertado, mas o que ele falou de Jesus, eu achei uma grande bobagem. Eu via Jesus como um simples homem. E, a bem da verdade, não muito inteligente. A paciência da moça continuava a ser um mistério a ser desvendado.

O brilho no rosto cicatrizado daquele rapaz, atraiu tanto a minha atenção, que eu passei a olhar nos rostos das pessoas que encontrava, na esperança de encontrar neles um brilho, pelo menos parecido. Não demorou muito. No domingo seguinte, sem nenhum motivo, eu voltei à igrejinha. Mas, para evitar aqueles cumprimentos iniciais, eu cheguei atrasado. Já havia um senhor no púlpito contando sua história. Lá estava outro rosto brilhante. Ele havia vivido como mendigo, nas ruas do Rio de Janeiro, por quinze anos. O alcoolismo havia reduzido o corpo dele a pouco mais que um cadáver. Todas as suas funções haviam sido comprometidas. A visão reduzida a um quarto da capacidade de um olho e o outro havia ficado quase cego. Ao contar que Jesus o havia curado, e que ele tinha saúde perfeita, concluiu sua história afirmando: "não pense que os dois órgãos mais importantes do seu corpo são o coração e o cérebro, mas os dois joelhos, porque eu os dobrei perante Jesus e Ele me curou do corpo todo".

Eu não podia duvidar. Não seria inteligente. O homem estava curado. Era um artesão, que fazia e exportava harpas quando antes, todas as suas juntas, haviam sido comprometidas pelo alcoolismo. Sua audição, e sua visão, também haviam sido recuperadas. Era um milagre, não havia dúvidas. Eu não estava doente. Não fui impactado por qualquer tipo de emoção ou interesse. Apenas me encaminhei para casa, distante cerca de um quilômetro. No caminho, eu comecei a sentir como se caíssem escamas muito pesadas, que estariam grudadas nos cabelos da minha cabeça. Eu observava o fenômeno, com certa frieza. Era algo muito bom, eu não tinha dúvidas que era da parte do Senhor. O único incômodo, era que eu ficava tão leve, que eu temia flutuar, o que não aconteceu, logo eu entrei em casa. Ao entrar em casa, eu abri uma Bíblia, ao acaso, e li a história mais inteligente que alguém poderia escrever. Eu li a parábola do filho pródigo. Havia sido escrita para mim. Eu chorei por um bom tempo.
Transcrito do livro: Parecido com Deus - As Obras e a Vida da Fé. (Pág 22 a 25).

Com este testemunho, escrito pela primeira vez há alguns anos, eu quero declarar que creio que cada membro da igreja cristã é importante para que possamos fazer a obra de Jesus Cristo aqui na Terra. O que eu temo é que as lideranças que não estão acostumadas a receber críticas venham sabotar o projeto de pregar e viver a divindade e a ética de Jesus como forma de sermos o sal da terra e a luz do mundo; que interesses sectários possam anuviar a verdade existente na necessidade de reconstruirmos um cristianismo centrado em Jesus Cristo e não nos inúmeros personagens bíblicos ou nos pequenos papados que se formam em torno das denominações.

PARA QUEM IREMOS NÓS?

Esta é uma pergunta bastante natural diante de escândalos religiosos; e escândalo religioso é o que não nos falta em nossos dias; é preciso que todas as pessoas que professam a fé cristã se desagarrem de preceitos humanos, estejam eles na Bíblia ou fora dela. É preciso ousar e admitir que Jesus Cristo é Deus e que nenhum outro tem autoridade, ainda que isto venha a causar escândalo, isto aconteceu com os discípulos de Jesus: Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna (Jo 6:67-68). Isto aconteceu em um contexto de extrema especulação dos judeus a respeito da autoridade de Jesus.

Como Jesus nunca negociou a permanência de ninguém na fé de que Ele é o Messias, também eu não estou autorizado a negociar nada; contudo eu quero afirmar que tudo o que uma pessoa em crise existencial precisa ouvir é que Jesus é Deus; tudo o que uma pessoa em estado de desespero, moída pela miséria e pelo infortúnio precisa ouvir é que Jesus é Deus; tudo o que uma pessoa desenganada pelo médico precisa ouvir é que Jesus é Deus, e finalmente, a mais completa mensagem de esperança que uma pessoa pode levar a outra é que Jesus é Deus. Portanto, prepare-se para que você possa dizer esta verdade primeiramente a si mesmo e depois a todos os que o cercam.

O meu apelo para que as pessoas que conhecem o Evangelho receberem Jesus como Deus é o que há de mais importante na minha apologia da divindade, ética e autoridade de Jesus Cristo. Veja então o que diz Allan Kardec, fundador do espiritismo, quanto à estratégia para ganhar adeptos: Espiritismo se dirige aos que não creem ou que duvidam, e não aos que têm fé e a quem essa fé é suficiente; ele não diz a ninguém que renuncie às suas crenças para adotar as nossas, e nisto é conseqüente com os princípios de tolerância e de liberdade de consciência que professa. Por esse motivo não poderíamos aprovar as tentativas feitas por certas pessoas para converter às nossas ideias o clero, de qualquer comunhão que seja. Repetiremos, pois, a todos os espíritas: acolhei com solicitude os homens de boa vontade; oferecei a luz aos que a procuram, porque com os que creem não sereis bem sucedidos; não façais violência à fé de ninguém, muito mais quanto ao clero que aos seculares, porque semeareis em campos áridos; ponde a luz em evidência, para que a vejam os que quiserem ver; mostrai os frutos da árvore e deles dai de comer aos que têm fome e não aos que se dizem saciados. (O que é o Espiritismo?, Allan Kardec, pág. 40).

Antes de comentar qualquer coisa sobre o texto acima eu vou dar mais um testemunho da minha fé na divindade de Jesus Cristo: Quando eu ainda era muito novo na fé cristã, eu recebi um folheto da mão de um espírita que transcrevia os seguintes versículos da Bíblia: Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei (Gl 5:22-23). O convite para a reunião dava grande ênfase ao domínio próprio; eu me interessei pelo assunto; mal pude esperar pelo dia; o sábado seguinte. Na manhã do referido sábado eu acordei muito cedo lembrando do compromisso, me levantei, dei uma volta pela casa e voltei a para a cama.

Ao me deitar, fechei os olhos e logo perdi os sentidos e tive a seguinte visão: eu me encontrava no tal centro espírita, em uma casa de telhado colonial, rodeada de alpendres; eu estava sentado sozinho em uma espécie de antessala, no alpendre esperando para ser atendido por um grupo de pessoas que se reuniam na parte central da casa. O local era muito escuro, quando me apareceu Alguém com o seguinte aspecto: ... um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; (Ap 1:13-14) Ele me olhou nos olhos com um semblante grave e, sem abrir a boca me disse: aqui não é lugar para você. Eu senti que aquela voz havia transpassado cada célula do meu corpo; então eu acordei extasiado com o que vi.

Caro leitor, o que mais se encontra nos meios espíritas é o engano de que o espiritismo é uma forma de cristianismo; veja então a única referência a Jesus no livro que melhor define o espiritismo, citado neste artigo: Qual o motivo de não seguirem todas as suas prescrições, entre outras a da circuncisão, a que Jesus se sujeitou e que não aboliu? Este comentário foi feito no contexto do questionamento da severidade da Lei atribuída a Moisés. Neste ponto eu devo deixar bem claro que a prática de invocação dos espíritos dos mortos é firmemente condenada em toda a Bíblia, e que Jesus não revogou a condenação da prática religiosa, Ele condenou apenas as mortes por apedrejamento, ou de qualquer outra forma. Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus (Lv 19:31).

E, para que ninguém pense que tal condenação da invocação dos espíritos dos mortos seja algo contextual e que se refira apenas à história do povo de Israel, consideremos que tais práticas não foram validadas por Jesus; muito pelo contrário: quando alguém apresentava possessão de espíritos imundos Ele os expulsava. Em resumo: o único espírito que é lícito ser invocado pelo ser humano é o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo, o Espírito Santo que também é o Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque Ele é antes de mais nada Deus Santo. Ele Salva, Ele ensina, Ele consola, Ele guia, Ele cura, Ele liberta, Ele alimenta. O que mais alguém poderia querer do mundo espiritual?

Confesso que vejo coerência no discurso de Allan Kardec quando ele afirma que o espiritismo tem como alvo os que não creem; quanto aos que não creem Jesus afirma: Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis. Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus? (Jo 5:43-44) É muito comum encontrarmos pessoas que consideram ser alguma coisa, e que afirmam que uma religião não os comportaria. Percebo que tais pessoas, muito facilmente caem na armadilha das religiões esotéricas, entre elas o espiritismo, para serem desonrados, sendo levadas a praticarem rituais indignos de alguém que foi feito à imagem e à semelhança de Deus.

E finalmente, percebo que Allan Kardec evita os que ele chama de membros do clero; os ensinados por Jesus e pelo Seu Espírito, os quais considera campo árido, nos corações dos quais a doutrina espírita não tem chance de progredir. Como Jesus considera que cada crente é seu sacerdote, também eu prego que todos os crentes se preparem para pregar os Evangelhos como enviados de Jesus, investidos de autoridade: E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28:18-20).

E, para finalizar esta introdução ao estudo da Bíblia eu quero deixar bem claro que a Bíblia é a única regra de fé e prática religiosa válida para os cristãos; e que enxergar nela termos não soprados por Deus e não coerentes com os Dez Mandamentos nem com os Evangelhos é apenas uma forma de tornar o cristianismo mais libertador do que o que se tem hoje. Porque, o cristianismo que se tem hoje coloca a autoridade da Bíblia acima da autoridade de Jesus. O cristianismo que se tem hoje faz apologia à autoridade da Bíblia e dos seus inúmeros personagens, deixando de lado o Deus da Bíblia. É por isto que a luz no cristianismo está pouca e tem faltado alimento para os cristãos. Portanto devemos considerar que os que oferecem luz e alimento o fazem porque sabem que os sentinelas estão dormindo. 

Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. (Mt 15:13)

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