JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO


ENGENHARIA BÍBLICA NÃO ALIMENTA

Porque a minha carne verdadeiramente é comida,
e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu
sangue permanece em mim e eu nele (
Jo 6:55-56)

Caro leitor, você talvez jamais tenha ouvido falar em engenharia bíblica; eu também não. Eu cunhei este termo para dar nome a tudo o que já se produziu até hoje, em nome de um evangelho que não leva em conta o fato Jesus Cristo ser Deus; sábios e entendidos entraram em ação a partir do século IV da era cristã, período em que se aprofundaram as especulações sobre a pessoa de Jesus Cristo. Neste artigo eu quero explicar que em um ambiente cristão em que Jesus não é considerado Deus, por mais que o pregador, pensador ou escritor cristão tenha boas intenções, o trabalho dele não passará de meras voltas em círculo, em torno do nada, carregando um fardo muito pesado, sem nenhum propósito.

Aqui também eu quero deixar bem clara a diferença que existe entre pregadores, pensadores, escritores cristão bem intencionados e simples aproveitadores da credulidade das pessoas, no seu estado de fragilidade: são líderes religiosos mau intencionados com nomes de pastores, bispos, apóstolos, e até profetas, que, por dinheiro, colocam as riquezas, em lugar de Jesus; colocam o poder de impressionar as pessoas com lavagem cerebral em lugar do Espírito Santo, e fazem qualquer milagre por dinheiro. Em pouco tempo, muitos deles despontam com possuidores de verdadeiras fortunas; alegando que Deus os abençoou. Para reconhecer tais líderes e tais organizações criminosas, você precisa ser servo da verdade; Jesus afirma:  ... Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz (Jo 18:37).

Neste ponto que quero chamar a atenção de todos os pregadores, pensadores e escritores cristãos bem intencionados que estão carregando um fardo muito pesado por pregarem uma religião monoteista e não terem o cuidado com a doutrima da Trindade que Jesus nos ensinou como ordenança e não como autorização para que dividíssemos Deus em três pessoas distintas com papéis completamente diferentes e bem definidos por seres humanos. Por pregarem uma religião que afirma que Jesus é Deus mas o submete à Lei e aos Profetas, assim pregam e ensinam todos os pregadores, pensadores e escritores católicos e protestantes bem intencionados. Eles estão carregando um fardo muito pesado; Deus não exige isto de ninguém; precisamos confiar que o Espírito Santo fale por nós, uma palavra viva que começa e termina na real e genuína convicção da divindade de Jesus.

Muitos podem argumentar que a maneira como se crê em Jesus é muito pessoal, e é; é pessoal na medida em que cada pessoa possa estabeleça um relacionamento pessoal com Deus, sem nenhuma intervenção humana. Assim, a experiência de cada um será coerentemente diferenciada, ao mesmo tempo em que o sentimento é o mesmo, em todas as pessoas porque o Espírito é o mesmo. E quanto a interpretar sentimento, me parece muito óbvio quando alguém leva ou não leva Deus a sério; vejamos então o que aconteceu aos dez leprosos que foram curado por Jesus: Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão? Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou. Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; (Lc 17:12-20).

Vimos aqui que o samaritano prostrou-se com o rosto em terra, aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e voltou para dar glória a Deus. Será que é tão difícil para alguém que está imerso nas letras sagradas verificar que Jesus é Deus; será porque Jesus, no seu estilo de vida simples não valorizava a vida de conforto e de glórias humanas, da qual muitos líderes religiosos são sedentos? Os nove judeus não voltaram para fazer o que fez o samaritano, será porque viram em Jesus apenas um mestre, tal como foi inicialmente tratado? O samaritano concluiu que tratar Jesus como mestre era pouco e voltou para dizer que conclusão havia tirado sobre a pessoa de Jesus. 

Agora vejamos como funcionava o cristianismo primitivo, dos três primeiros séculos da era cristã: as pessoas, normalmente, pobres e escravos não tinham qualquer conhecimento das Escrituras, tudo o que tinham provinha de uma fé que vinha de dentro de si mesmos; não tinham outra coisa senão a firme convicção de que Jesus Cristo é Deus; isto lhes bastava, porque Jesus afirma: ... pois o reino de Deus está dentro de vós... (Lc 17:21). Perceba que o versículo aqui descrito é uma continuação do anterior; os cristãos primitivos nutriam o mesmo sentimento que o samaritano, séculos antes; o que mudou, então para que se pretenda fazer engenharia bíblica para ensinar um cristianismo antes tão simples, tanto para se ensinar como para se aprender?

Como esta apologia se destina a preparar as pessoas para viverem o reino dos céus, como de costume, eu quero fazer uma advertência ao leitor: a manifestação de Jesus Cristo aos cristãos, através do Espírito Santo, só ocorre em um ambiente digno do reino dos céus; portanto, eu recomendo que você vigie e se esforce para falar somente a verdade a todas as pessoas em todos os contextos e a levar Deus a sério, de acordo com a opinião de Jesus Cristo. Veja o que Jesus falou sobre isto:  Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre;  a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós (Jo 14:15-17)

Para que você não pense que eu estou impondo alguma coisa a você, e se você considera que Jesus é Deus e, por isto, tem realmente autoridade divina sobre você, considere que Ele afirma no texto acima: ... o qual o mundo não pode receber ...Esta referência é algo muito amplo; se refere a todo o universo de ideias que nos cerca; o mundo não é formado pelas pessoas ou os objetos; o mundo é um conjunto de ideias que visam nos colocar contra Deus. Portanto, vamos meditar muito profundamente sobre o que Jesus diz neste trecho do evangelho segundo João, o qual tomamos como mote para a apologia que chamamos Jesuismo, pela qual convidamos todas as pessoas a viver como Jesus manda, para recebermos o Espírito Santo e sairmos do mundo para o reino dos céus.

Mas, neste artigo, especificamente, o meu principal objetivo é dar sugestões para que o trabalho de pregadores, escritores e pensadores cristãos se torne mais fácil, e creio estar falando com muita gente porque Jesus diz que todos os crentes são pregadores, pensadores e, boa parte deles escritores: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28:19-20). Portanto, é preciso que todos os crentes sejam instados a crerem que só Jesus Cristo é o Messias: a encarnação de Deus; o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, para que recebem o poder de Deus e possam pregar o Evangelho com poder.

Eu quero deixar bem claro que eu não estou colocando à sua frente um portal com várias entradas; eu estou lhe mostrando uma só porta: ... Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (Jo 10:7-10). Portanto, caro pregador, pensador ou escritor cristão, por mais bem intencionado que você seja, se seu trabalho não flutuar com toda a leveza do Espírito, você estará carregando um fardo que não é seu; Jesus quer trocá-lo por um mais leve: confie; a peleja não é sua.

 Confie, confie, e mais uma vez eu insisto: confie!... E considere que todas as vezes que Jesus pronunciava a palavra fé ou crer, ou algo que o valha, se referindo a Ele; significava exatamente crer que Ele é Deus. E por mais que teólogos modernos ensinem que a autoridade do Novo Testamento decorreu de um momento especial de intervenção de Deus através do Espírito Santo, e que este momento se foi com os apóstolos; e, ainda, que todo o conteúdo do Novo Testamento tenha o mesmo valor e autoridade; colocando todos os que lá escreveram no mesmo nível de Jesus Cristo; único Deus, você não deve acreditar nestes ensinos; não, jamais acredite, porque, só Jesus Cristo é Deus.

Eu posso afirmar, caro leitor, que poucas coisas me deixam mais triste do que a referência à Bíblia ou ao Novo Testamento como algo que têm poder; esta é uma forma velada de dizer que todos os escritores da Bíblia têm a mesma autoridade; não têm, se alguém escreveu algo coerente com os Dez Mandamentos e com os Evangelhos esta Palavra é de Deus, mas o autor é humano e não tem nenhuma autoridade. Isto parece uma diferença muito sutil mas não é; é uma ideia que visa esconder Jesus dentro da Bíblia para ficar difícil de alguém o achar; e como ficou difícil encontrar Jesus na literatura e na pregação cristã a partir do século IV da era cristã; há sábios demais falando, e todos querem ser ouvidos.

Jesus quer que você se alimente dEle e viva por Ele. Eu considero a que a sistematização da teologia algo muito importante; assim, os conteúdos cristãos seriam realmente cristãos e chegariam às pessoas exatamente como Jesus ensinou, infelizmente, isto não acontece, porque todo o ensinamento bíblico é centralizado na pessoa do apóstolo Paulo; todas as referências, todas as citações e consequentemente, toda autoridade. Jesus morreu como homem, ressuscitou e vive como Deus, Ele não nos deixou a todos órfãos, após o período apostólico; mas Ele diz:  Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Jo 14:18-20 (Jo 14:18-20).

Veja como tudo se harmoniza: estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Isto se chama reconciliação; comunhão; reino dos céus. Quase um milênio antes do nascimento de Jesus, Isaías profetizou: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9:6). E mais adiante, o mesmo profeta descreve como Jesus influenciaria a sociedade: E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor(Is 2:4-5). Andemos na luz do Senhor; o que pregadores, pensadores e escritores cristãos estão esperando para andarem na luz do Senhor em vez de ficar tentando influenciar a sociedade ensinando preceitos humanos; os judeus não conseguiram, vocês conseguirão?

E os judeus esperavam pela vinda do Messias; Jesus não condenava os fariseus pelo fato de serem pecadores; legítimos representantes da espécie humana quanto à pecaminosidade; o que Jesus condenava era o fato de eles considerarem que amavam a Deus, mas não terem a menor consideração pelo ser humano. E era a aparência humana com que Jesus se apresentava que causava repugnância aos líderes judeus. Os líderes judeus precisavam abrir o entendimento para compreender a natureza do homem; porque tal entendimento é a porta que se abre para o entendimento da natureza de Deus. Jesus veio representar o homem natural e visível, com quem nos relacionamos; tendo Ele a natureza de um Deus sobrenatural e invisível.

Caifás, sumo sacerdote, sabia que Jesus reunia todas as condições para ser o Messias esperado; sabia também que os homens haviam perdido o controle do processo que condenaria Jesus. Caifás sabia que Jesus era o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; ele foi usado por Deus, e profetizou conforme se lê: Um deles, porém, chamado Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, disse-lhes: Vós nada sabeis, nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça a nação toda. Ora, isso não disse ele por si mesmo; mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus havia de morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para congregar num só corpo os filhos de Deus que estão dispersos (Jo 11:49-52).

É também visível que Caifás quisesse muito que Jesus negasse ser o Messias. Ele não aceitava a própria profecia; ele esqueceu-se muito facilmente da intervenção sobrenatural de Deus na vida dele: Jesus, porém, guardava silêncio. E o sumo sacerdote disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho do Deus. Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que agora acabais de ouvir a sua blasfêmia (Mt 26:63-65).

Você, pregador, pensador ou escritor cristão, certamente tem a mesma dificuldade que tinha Caifás em crer que Jesus é Deus; tanto assim que vocês o nivelam a todos os personagens do Novo Testamento;o que na prática não funciona; vocês ensinam quase tudo pelo apóstolo Paulo, um pouco menos por Pedro, bem menos por Tiago e menos ainda por Judas, e quase nada por Jesus. Lembram da Santa Ceia? Vocês a celebram pelo apóstolo Paulo, há séculos; todos vocês sabem muito bem que ela está registrada, com uma beleza infinita nos Evangelhos; mas não serve, tem que ser por alguém que pensa como vocês; que põe as mulheres no lugar delas, mandando ficarem caladas na igreja e que elas são a glória dos homens e não pessoas com toda a dignidade, como quer Jesus, o Deus Forte.

Para ilustrar o quanto o ensino de Jesus é negligenciado na igreja apostólica, eu vou contar um pequeno caso que aconteceu comigo: certa vez eu acabava de dar uma aula sobre um conteúdo evangélico, em uma igreja protestante tradicional e ao final da aula eu fui abordado por uma senhora que estava se formando bacharel em Teologia, a qual me perguntou que livros eu estudava para ensinar daquele aqueles conteúdos, como jamais ela havia visto. Eu respondi que havia ensinado sobre os conteúdos dos Evangelhos, e ela, cética, com um jeito de estranheza, se foi. Vocês se parecem muito com o catolicismo romano; vocês são muito idólatras; vocês estão perdendo terreno para todos: para os católicos, para os muçulmanos, para os espíritas, para os budistas, para os ateus...

Senhores pregadores, pensadores e escritores cristãos, eu não quero ser cruel com vocês; mas eu sou um curado de câncer e de insuficiência cardíaca; eu não posso ficar calado, eu tenho que anunciar que Jesus é Deus, porque sinto o privilégio de ver aquilo que nem todos vêem; certamente, os que não veem não veem porque não procuram o bastante. Apenas se chateando comigo vocês se tornam guias cegos como Jesus afirma: Então os discípulos, aproximando-se dele, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo essas palavras, se escandalizaram? Respondeu-lhes ele: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada. Deixai-os; são guias cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão no barranco (Mt 15:12-14).

Eu poderia passar meses falando das mazelas do cristianismo atual; no final tudo poderia ser atribuído à engenharia bíblica; ou seja; as mazelas no cristianismo atual se devem à engenharia bíblica que é engendrada para explicar os mistérios da vida, da morte e da vida após a morte. Uma sabedoria que deixa seus frutos; eu não poderia negar que Deus age, principalmente em favor daqueles que o buscam em espírito e em verdade. Há frutos, sim, há pessoas que buscam a Jesus nas suas igrejas e quando o encontram sentem uma alegria que ninguém poderá tirar; infelizmente, a tendência é de o crente novo se acomodar à realidade devastadora da igreja que ensina como se Jesus fosse apensa um salvador instrumental, um mestre como outro qualquer, um profeta como os da Bíblia ou um pastor bem menor que o apóstolo Paulo.

Eu não quero atacar vocês; se vocês se esforçarem para receber Jesus como Deus, logo perceberão que eu estou certo; Jesus não poupava os fariseus por procurarem converter os gentios a um judaísmo que era ainda pior que o mundo: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós (Mt 23:15). Senhor pregador, escritor ou pensador cristão, não me tenha por mal por pensar assim; eu não estou concorrendo com você; eu desejo que todo o seu esforço honesto possa destoar desta engenharia bíblica que nivela Jesus aos seus servos; venha comigo, vamos nos voltar aos Evangelhos.

Eu sei que você gosta muito dp apóstolo Paulo; então considere o caminho de Damasco e a forma como ele respondeu a Jesus ao reconhecer que aquela experiência provinha de Deus: Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? Respondeu o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; mas levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te cumpre fazer (At 9:5-6). Você não precisa passar pelo caminho de Damasco, como fez o apóstolo Paulo; você precisa passar pelo Caminho Santo; que aí você não terá qualquer chance de errá-Lo: E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes, até mesmo os loucos, nele não errarão (Is 35:8).

Falando de outro modo, eu peço que após ler este capítulo, você, ao sentar à mesa, para planejar seu sermão, ou escrever algo, ou elaborar uma aula ou palestra, deixe de lado os conselhos do apóstolo Paulo; eles podem empobrecer o seu trabalho; você não precisa deles; considere que até aqui você sempre olhou para Deus pelos olhos do apóstolo Paulo, você herdou tal pecado da cultura paulina; sugiro que agora você se renda a Jesus para fazer o que Ele manda e receber o Espírito Santo e irradiar luz ao seu redor. Jesus vai lhe dar os meios de se livrar da escravidão da dependência dos ensinos surrados do apóstolo Paulo. Vá aos Evangelhos e faça um pacto com Deus de colocar em sua frente uma única arma de ataque e de defesa: a divindade e a ética que conferem toda autoridade a Jesus Cristo, e a nenhum outro; eu tenho certeza que seu ministério vai mudar para melhor; vamos ouse! ...

Senhor pregador, escritor ou pensador cristão, eu posso já ter lhe irritado, mais de uma vez neste capítulo; mas tenho certeza de que se você crê e vive a divindade,  a ética e a autoridade de Jesus, você não se irritou comigo; pelo contrário, você vai considerar que o tom da conversa foi até muito  brando. Eu não poderia ser mais incisivo, não tenho autoridade para tal; sei que muitos de vocês, ainda que vivam de costas para Jesus e de frente para os outros personagens bíblicos, o fazem por ignorância. É possível que vocês nunca tenham ouvido um sermão ou lido um texto centrado na divindade, na ética e na autoridade de Jesus; mas é hora de começar; Deus espera isto de mim e de você; o mundo também. Cego guiar outro cego e caírem ambos na mesma vala é uma das características do cristianismo dos últimos dezessete séculos; portanto, vamos mudar esta realidade, a história está esperando por isto; as igrejas estão vazias mundo afora, e as pessoas também; vamos deixar de lado todos os aparatos teológicos e voltar às origens; tempos em que a igreja não precisava recitar um credo apostólico para batizar os conversos, bastava a confissão de que Jesus Cristo é Deus. 

Precisamos nos alimentar de Jesus, precisamos viver por Jesus. É verdade que somos carne, somos pecadores, mas isto não é uma verdade última. A verdade última é que quando Deus nos fez Ele nos fez semelhantes a Ele; portanto espíritos e que o mesmo Deus que nos faz filhos e herdeiros de Adão e Eva, e coparticipantes do pecado, também nos deu o poder de nos tornarmos Seus filhos, se crermos que Jesus é quem diz ser: Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus (Jo 1:12-13).

Caro leitor, eu peço que você pense nesta realidade; tudo o que a serpente fez de mal ao ser humano pode ser anulado pela fé em Jesus Cristo. Mas, ter fé em Jesus Cristo não é crer que Ele existe, que Ele salva, que Ele cura e que Ele batiza com o Espírito Santo. Não, não é isto; crer em Jesus Cristo é fazer como Maria fez, e não como Marta; Maria parou, deixou de lado todas as suas prioridades, sentou-se aos pés de Jesus e ouviu o que Ele dizia, com disposição verdadeira de por em prática; tanto assim que Jesus validou a atitude dela ao dizer: Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada (Lc 10:41-42). Marta, porém, tratou Jesus como um visitante qualquer e Jesus a advertiu; aqui fica a recomendação: trate Jesus como Deus e faça do seu ministério um ministério frutífero, porque, se a divindade, a ética e a autoridade de Jesus não encherem sua igreja de fiéis, Ele encherá sua vida de sentido.

JESUS, O PÃO DA VIDA

Caro leitor, o que você estava fazendo há três anos? Pense nisto e certamente você vai descobrir que em três anos pouco se faz. Se você é um pregador, escritor ou pensador cristão, avalie o quanto você fez pelo cristianismo e pela humanidade, nestes últimos três anos. E, ainda, se você dedica sua vida ao Evangelho, com a melhor de todas as intenções, pense o quanto você sofre tentando carregar o fardo pesado da teologia que considera Jesus Cristo uma espécie de salvador a quem o Pai deu o Espírito Santo para que Ele pudesse nos ensinar coisas maravilhosas concernentes ao reino dos céus e que, em algum dia no futuro voltará à Terra para levar consigo todos aqueles que creram que Ele perdoou os pecados deles; nada errado com sua pregação, o cristianismo passa por aí, esta é uma visão do ministério terreno de Jesus. 

O parágrafo acima é uma síntese do melhor do pensamento cristão desenvolvido nos últimos dezessete séculos; nesta linha de pensamento; o Espírito Santo foi dado a Moisés, a Davi, aos profetas e a todos os interpretes da Lei que puderam contribuir para que a Bíblia dos judeus fosse escrita. Do mesmo modo, o Espirito Santo foi dado a Jesus Cristo, ao apóstolo Paulo, ao apóstolo Pedro, ao apóstolo João ao apóstolo Tiago e ao apóstolo Judas para que o Novo Testamento fosse escrito. Por isto, todos estes personagens têm a mesma autoridade. E juntando-se as duas partes, forma-se a Bíblia cristã, revestida de toda a autoridade e inerrância; é este tipo de pensamento que faz do cristianismo atual uma religião tão decadente. Porque, se Jesus não é como um de nós, Ele também não é como nenhum outro; todos somos, quando muito, servos, só Jesus Cristo é Deus.

Jesus, durante seu ministério terreno ensinou e fez maravilhas como nenhum outro jamais fez. Mas, o que marcou profundamente o relacionamento de Deus com os homens foi o fato de Ele haver trazido até nós o reino dos céus; que é uma comunidade composta por todos aqueles que creem que Ele é Deus e estão dispostos a viverem como Ele manda para receberem o Espírito Santo e serem permanentemente guiados por Ele. É este viver permanentemente de acordo com os mandamentos de Jesus que dá vida aos crentes; é isto a verdadeira comida, é isto a verdadeira bebida; é um deixar de lado todos os outros, porque, todos os que se colocarem em lugar de Deus, são ladrões e assaltantes, e não é justo que façamos isto com nossos conservos como Pedro, Paulo, João, Tiago, Judas e muito outros irmãos amados que foram usados por Deus para que possamos conhecer a vontade dele.

Mesmo que inconscientemente, e por força de cultura, são feitos ladrões e assaltantes os personagens bíblicos tomados como fontes de autoridade, são feitos ladrões e assaltantes os servos de Deus que são tomados como ídolos no catolicismo, são ladrões e assaltantes os líderes protestantes que constroem suas doutrinas baseados em qualquer outro princípio, que não a divindade, ética e na autoridade de Jesus Cristo. Se você acha estas afirmações duras demais, então veja o que Jesus diz aos fariseus que não criam que Ele é o Messias: Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados (Jo 8:24). Caro leitor, por favor, compreenda a minha posição; eu sou um curado de câncer e de insuficiência cardíaca, eu tenho ordens para falar e não me calar.

O ministério terreno de Jesus durou cerca de três anos; um ministério revestidos da mais absoluta sobrenaturalidade; muitos escribas e doutores da Lei diriam que foram três anos de blasfêmia e heresias. Mas, para os cristãos foram três anos nos ensinando o que é fé; Ele nos ensinou que a fé cristã consiste em alguém crer que Ele é a realização da profecia: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9:6). Portanto, Deus Forte; infelizmente, nos últimos dezessete séculos Jesus, tem sido tratado como deus fraco ou simples ídolo, sem nenhuma autoridade; vamos pensar diferente, vamos fazer valer a Palavra de Deus que vocês tanto a reverenciam, mas a desonram por colocarem seus princípios acima de Jesus.

Caro leitor, esta apologia, que se chama Jesuismo, trás consigo um convite para que você possa fazer um culto familiar que venha a introduzir Jesus como Deus na sua casa, na sua vida e na vida dos seus familiares e amigos; ela trás também um convite para que você participe de um movimento formado por todos aqueles que decidiram crer que Jesus é Deus e viver como Ele manda, para receber o Espírito Santo. Então, eu convido a todos os cristãos que já percebem que este cristianismo que nós vivemos precisa, urgentemente, ser reconstruído, e que esta reconstrução precisa ser feito sobre a Rocha, para que comecemos a agir; não podemos seguir nenhum outro caminho. Portanto, vamos confiar e agir, como fizeram os cristãos da igreja primitiva, para quem só Jesus tinha autoridade.

Nos primeiros séculos da era cristã as pessoas buscavam a Jesus e encontravam Deus, talvez esta seja a explicação para o fato de a igreja primitiva ter crescido tanto, com poder de Deus. Contrariamente, do século IV até os nossos dias a maioria das pessoas tem tentado ir diretamente ao Pai, mas só tem chegado aos ladrões e aos assaltantes, que são os ídolos de toda a espécie; quer mortos quer vivos. Mas, Jesus explica a causa do fracasso dos que buscam ao Pai por outros modos: ... Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14:6). Não adianta tentar ir ao Pai por meio da Virgem Maria, dos santos, ou dos apóstolos, porque Jesus e o Pai são Um que é um só Espírito; Um Espírito que como um Rio se dá a beber a todos os sedentos de Deus; é isto que Jesus promete aos que guardarem seus mandamentos.

Agora, eu recomendo que você considere o propósito de Deus de lhe dar o Espírito Santo, de acordo com a opinião de Jesus Cristo; Ele manda que creiamos que Ele é Deus, que guardemos os mandamentos dele e que oremos ao Pai para que Ele nos dê o Espírito Santo. Pare de orar pedindo a Deus aquilo que Jesus considera pecado, como por exemplo, as riquezas; peça a Deus o Espírito Santo, tal como Jesus manda:  Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? (Lc 11:13). Portanto, não vamos temer ao mundo, vamos nos unir em torno da divindade, da ética e da autoridade de Jesus; Ele é Deus Forte. Entre em contato comigo, divulgue o meu site, os meus livros e consequentemente a divindade, a ética e a autoridade de Jesus.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada (Mt 15:13)

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© 2012 Afonso Meneses