JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

JUSTIFICATIVA PARA O JESUISMO

Porque a minha carne verdadeiramente é comida,
e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai,
que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim,
quem de mim se alimenta, também viverá por mim

(Jo 6:55-57)

O objetivo da nossa apologia é ensinar que Jesus é Deus e por isto precisa ser tratado como Único e Soberano Deus; ou seja, os crentes precisamos levá-lo a sério, fazendo o que Ele manda para que possamos receber o Espírito Santo, se é que o desejamos. Para que possamos compreender o que Deus nos ensina, precisamos tomar a firme decisão de falar somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos e a levar Deus a sério, tanto quanto o conhecemos, de acordo com a opinião de Jesus Cristo. A missão do Jesuismo é fazer apologia à divindade de Jesus Cristo, bem como dos Evangelhos como código de ética dado aos cristãos, pelo qual devemos viver, como única forma de influenciarmos a sociedade.

Nós, que só aceitamos o ensino bíblico que seja condizente com a opinião de Jesus Cristo, lhe convidamos para juntos, reconstruirmos um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente responsável. Este convite à reconstrução do cristianismo é estendido a todas as pessoas, independentemente da sua condição social e do nível educacional; sem distinção de raça, cor, nacionalidade e crença religiosa. Uma reconstrução que se inicia e termina nos ensinos de Jesus Cristo, de tal forma que os fiéis possam estabelecer um contato diretamente com Deus, sem nenhuma intervenção humana; ainda que o ser humano que se proponha a nos ensinar seja um dos autores da Bíblia; todo o ensino deverá ser validado pela opinião de Jesus Cristo.

O aspecto prático mais importante do Jesuismo é a retomada da prática da pregação do Evangelho tendo como único princípio a divindade de Jesus, de modo que as pessoas que ouvirem tal pregação possam entender que Jesus não pode ser recebido como mestre, sábio, filósofo, profeta, sacerdote ou qualquer outro que não Deus; porque era desta forma que Ele esperava de todas as pessoas que criam na sua pregação, durante seu ministério terreno cressem. Quando Jesus afirma, Eu e o Pai somos um (Jo 10:30), não deixa dúvida de que Ele é Deus e Deus Único, porque estamos em um monoteísmo que não admite a existência de mais de um Deus.

Quanto ao aspecto das relações comunitárias o Jesuismo se apresenta como alternativa à hierarquização da igreja; recomendando que se observe tudo aquilo que Jesus ensinou sobre a relação de autoridade entre conservos; sugerindo que se flexibilize as estruturas eclesiásticas sugeridas pelos apóstolos, porque eles defendiam sua autoridade alegando ter o Espírito Santo; mas o que Jesus quer é que todos os cristãos o tenham de igual modo, conforme promete: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós (Jo 14: 15-17).

O Jesuismo se propõe a simplificar a vida cristã; dando mais importância à igreja do que ao templo; dando mais ênfase ao compromisso ético do que ao dízimo. Em suma: o Jesuismo visa dar suporte às pessoas para que elas façam cultos pessoais, familiares e comunitários válidos diante de Deus, segundo a opinião de Jesus Cristo. Salientamos que a prioridade dada a que todos os crentes recebam o Espírito Santo foi o grande objetivo do ensino de Jesus em seu ministério terreno. Portanto, focamos o nosso ensino nesta prioridade por crermos que se os crentes fizerem o que Jesus manda todos os problemas existentes hoje na igreja serão resolvidos.

A posição do Jesuismo em ralação às estruturas eclesiais existentes é de total apoio àquelas igrejas ou comunidades cristãs que desejem restituir toda a autoridade a Jesus Cristo para que cada cristão possa ser um missionário de Jesus Cristo, transmitindo a ética da Divindade: ...ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos (Mt 28:20). Não se pretende começar nada do zero, o que se deseja é começar tudo a partir de Jesus Cristo; não é nosso objetivo condenar as estruturas eclesiais bem-intencionadas e espiritualmente sanáveis, o que se quer é estender o convite a todas as pessoas para um novo tempo de esperança; uma esperança que se alicerça unicamente na divindade de Jesus.

Por considerar que as estruturas do cristianismo atual estão em ruínas, por falta de uma melhor definição sobre divindade e ética no cristianismo, o Jesuismo se propõe a definir e colocar em evidência estes dois conceitos que são fundamentais para a compreensão do cristianismo como religião. Como divindade e ética têm a ver com autoridade, toda a crise no cristianismo atual se deve ao fato de que a teologia cristã, até aqui desenvolvida, não haver dado qualquer importância à divindade de Jesus nem se importado com a ética dada por Ele. Esclarecemos que a nossa luta não é contra esta ou aquela forma de cristianismo, mas para reconduzir o cristianismo a um denominador comum doutrinário em que só Jesus Cristo é Deus.

Uma breve análise à literatura cristã mostra que escritores, teólogos e pensadores cristãos têm sido muito contidos com relação à divindade de Jesus e à sua ética. Eles preferem conduzir seu discurso pelos caminhos bíblicos, apresentando como fonte de autoridade sobre tudo o que afirmam, um personagem bíblico humano, seja quem for; porque, se estiver na Bíblia, é bíblico, e se for bíblico é Deus falando. Com tantas divindades em ação, fica claro que os escritores, teólogos e pensadores cristãos não precisam de Jesus e de sua ética para conferir autoridade às suas afirmações, quando muito, usam as Palavras de Jesus como usariam de qualquer outro personagem bíblico humano, de menor importância, que não o apóstolo Paulo, detentor de toda a autoridade sobre uma cristandade, a quem não foi ensinado quem é Jesus.

Para que se tenha um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente responsável, é preciso que se faça tudo como Jesus manda; então, vejamos como Jesus começou seu ministério terreno: após sair do Rio Jordão, imediatamente após ser batizado, foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto e, depois de quarenta dias de jejum, teve fome e encontrou pela frente justamente o Maligno para tentá-lo a realizar milagres desnecessários, por mera exibição ou a aceitar a glória do mundo. Certo da sua divindade Jesus partiu ao encontro das pessoas e a todas que encontrava anunciava: ... Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus (Mt 4:17). Então, começava a ensinar a todos que Ele era o Messias; a encarnação de Deus entre os homens; o resgate de todos os homens, prometido por Deus, por ocasião da queda; o cumprimento das profecias bíblicas.

Assim, Jesus anunciou o reino de Deus, levando a mesma mensagem de esperança, durante cerca de três anos, sem a preocupação de parecer enfadonho aos ouvintes; ao final deste tempo havia se formado um rebanho heterogêneo, composto por discípulos públicos e ocultos, pobres e ricos, ignorantes e sábios, fracos e poderosos; sendo que todos tinham algo em comum: todos eles criam que Jesus Cristo é Deus. Ao fim do seu ministério terreno Ele foi morto, sepultado e ressuscitou três dias após o sepultamento. Após a ressurreição, Jesus permaneceu por cerca de quarenta dias na Terra visitando a todas aquelas pessoas às quais havia prometido o Espírito Santo, conforme o relato: ... aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus (At 1:3).

Mediante simples análise do texto bíblico depreende o entendimento de que Jesus aparecia aos seus discípulos para confirmar perante eles a importância de que eles confessassem crerem que Ele é Deus e não um mestre, um profeta ou qualquer outro personagem humano; assim aconteceu com os discípulos a caminho de Emaús; naquele encontro emblemático com o apóstolo Tomé no encontro com o apóstolo Pedro e outros discípulos no mar de Tiberíades. Portanto, em nossa apologia defendemos a ideia de que para receber o Espírito Santo todos os cristãos devemos receber Jesus como Deus, mediante um exame de consciência diário sobre esta necessidade.

Que fique bem claro que o principal objetivo do Jesuismo é incentivar os cristãos a pregarem o Evangelho tal como Jesus pregou: dizendo às pessoas quem Ele é; vejamos então o que aconteceu àqueles dois discípulos que iam a caminho da aldeia de Emaús: Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não o reconheceram. (Lc 24:13-16.) Os olhos deles estavam mesmo muito fechados e vejamos então a causa: ... As coisas que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo (Lc 24:19).

Consideremos, então, que aqueles homens havia estado durante tanto tempo com Jesus e o haviam ouvido dizer quem Ele é; no entanto, o qualificavam como profeta, homem poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo; não é esta confissão que Jesus espera dos seus discípulos: Ele espera que todos os que creem no seu nome confessem que Ele é Deus. Portanto, procure olhar para o mundo como algo que tem jeito, desde que, como pregador do Evangelho você não se preocupe com este ou com aquele pecado, que assola a humanidade, mas, antes de tudo, se preocupe com a sua consciência sobre a divindade de Jesus e sobre o que você tem feito para divulgá-la, dentro e fora da igreja.

Ainda nos atendo ao episódio do aparecimento de Jesus aos dois discípulos a caminho de Emaús; observemos que, após haver cessado a cegueira eles conseguiram enxergar o que antes estava oculto; eles passaram por transformações só possíveis àqueles que creem que Jesus é o Messias; então vejamos algumas destas transformações: eles, que antes haviam tratado o Peregrino com rispidez, passaram a tratá-Lo com hospitalidade, chegando a convidá-Lo não só para entrar, mas para se assentar com eles à mesa, além disto, antes eles temiam a noite, tanto assim, que pediram ao Peregrino que ficasse com eles, resolveram, então, voltar a Jerusalém onde se juntaram aos demais discípulos, sem considerar os perigos da noite.

E finalmente, o encontro daqueles homens com Jesus produziu neles um sentimento único de autenticação de um encontro com o Sobrenatural; uma alegria imensa: Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará (Jo 16:22). É exatamente isto que acontece com um discípulo de Jesus que o recebe como Deus e não como mestre, profeta, sábio ou como alguém com qualquer outro atributo humano; é este privilégio para a vida dos cristãos que o Jesuismo defende; e isto só é possível quando os cristãos só aceitam a autoridade de Jesus e de ninguém mais. 

Agora vejamos o emblemático episódio da aparição de Jesus a Tomé, após a ressurreição; este episódio é considerado emblemático porque Tomé era um exemplo de incredulidade; então vejamos a posição dele em relação ao retorno de Jesus à Judeia, onde os judeus ameaçavam matar Jesus: Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele (Jo 11:16). Vale ressaltar que a incredulidade de Tomé tornou-se tão conhecida que as pessoas costumam dizer que são como Tomé; só vendo para crer; com certeza esta descrição de incredulidade de Tomé está bastante suavizada; ele era bem mais incrédulo: no caso da aparição de Jesus ressurreto ele não se convenceu vendo; foi preciso tocar.

Vejamos, então como é importante para Jesus que Seus servos o confessem como Deus: Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! (Jo 20:24-28).

Consideremos, então, que Jesus permitiu que um homem tão incrédulo como Tomé tomasse parte em seu ministério; Jesus não foi pego de surpresa: Ele é onisciente; não foi preciso que ninguém dissesse a Ele que elemento seria suficiente para que Tomé cresse que Ele havia ressuscitado. Jesus concedeu que Tomé fizesse aquela prova porque sabia que daquele oceano de incredulidade sairia a declaração mais absoluta já feito por um ser humano. Ao analisar estes episódios, percebe-se que é tão importante para Jesus que as pessoas sejam crentes e não incrédulas; e para ser crentes não basta que a pessoa acompanhe os crentes, indo para onde eles forem e fazendo mais ou menos as mesmas coisas que os crentes fazem; é preciso fazer uma confissão pessoal, verdadeira e absoluta diante de Deus e diante dos homens que Jesus Cristo é Deus.

E, ainda, devemos considerar, principalmente, o fato de Jesus estar preparando os primeiros discípulos para receberem o Espírito Santo, para que elas pudessem dar continuidade ao Seu ministério na Terra. Para o Jesuismo nada mudou; nós ensinamos que para que as pessoas recebam o Espírito Santo é necessário que elas tenham, em primeiro lugar, recebido Jesus como Deus e permaneçam na mesma fé, pautando todo o seu viver nas Palavras de Jesus; ou seja, no código de conduta dado pela Divindade. Para nós, não importa que você não conheça a abordagem de que é preciso que o crente confesse que Jesus é Deus para ele receber o Espírito Santo, porque o que importa para nós é a opinião de Jesus Cristo.

O último episódio a ser abordado, sobre a aparição de Jesus, após a sua ressurreição, se refere ao caso em que o apóstolo Pedro, é tomado pela ideia pretenciosa de que ele amava Jesus mais do que os outros discípulos. A partir da análise do texto percebe-se que Jesus não fez uma visita de cortesia àqueles discípulos que já o haviam visto ressurreto; Ele procurou tratar com o apóstolo Pedro com base na sua onisciência; Jesus foi advertir o apóstolo Pedro sobre a importância da humildade, diante da obra da qual ele haveria de tomar parte. É por isto que consideramos tão importante confessar que Jesus é Deus antes de tomarmos parte do seu ministério.

Vejamos então como Jesus abordou o assunto: Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas-me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21:15-17).

Ao analisar a conversa, percebe-se que havia um incômodo na consciência do apóstolo Pedro; não poderia ser por haver convidado os amigos para pescar, posto que Jesus não falou com ninguém sobre o assunto. E, pela insistência de Jesus em perguntar a mesma coisa, que só caberia uma resposta lógica, fica claro que Jesus queria ouvir a confissão de que Ele sabe de todas as coisas; logo, é Deus onisciente. Então, Jesus confirmou mais uma vez ser onisciente: Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queres. Ora, isto ele disse, significando com que morte havia Pedro de glorificar a Deus. E, havendo dito isto, ordenou-lhe: Segue-me (Jo 21:18-19). Então, Pedro seguiu em frente, rumo ao destino glorioso de anunciar que Jesus é Deus.

A insistência na tese de que a pregação do Evangelho deve começar dizendo-se aos ouvintes quem é Jesus, se justifica; então vejamos como o apóstolo Pedro começou pregando o Evangelho, logo após haver recebido o Espírito Santo: Varões israelitas escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos; ao qual Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, pois não era possível que fosse retido por ela (At 2:22-24).

Neste discurso do apóstolo Pedro, bem como nos demais, dele e de outros pregadores dos tempos apostólicos, percebe-se que o objetivo principal da pregação era apresentar Jesus a todos. Portanto, o Jesuismo se justifica pelo fato de ter por principal objetivo convidar todas as pessoas a pregarem os Evangelhos tendo como princípio a divindade de Jesus Cristo, como código de ética, as suas Palavras e como método, dizer às pessoas quem Ele diz ser. E, para que não nos acuse de trazer fundamento novo, toda a nossa defesa da divindade, da ética e da autoridade de Jesus Cristo se baseia na Bíblia.

O Jesuismo considera que apóstolos não têm doutrinas; eles, como qualquer outro discípulo de Jesus têm um pouquinho de luz para que as pessoas se alegrem com ela pelo tempo suficiente para que aprendam do discípulo que Jesus é o Messias, a encarnação de Deus entre nós: Vós mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade; eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto para que sejais salvos. Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz (Jo 5:33-35). Portanto, irmãos, não dá para ficar fazendo calos nos joelhos diante das cartas dos apóstolos ou dos ensinos dados por qualquer outro personagem bíblico humano, que não Jesus, porque eles têm bem pouca luz; então, leia e veja quem é a luz: Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo (Jo 1:9).

Também não se pretende afirmar que os ensinos dos apóstolos não tenham valor diante de Deus, mas, para que tal ocorra é preciso que seus ensinos sejam validados pela opinião de Jesus Cristo. Outro preceito humano, que está associado ao primeiro, foi retirado de uma simples carta entre dois discípulos de Jesus que tinham tão pouca luz quanto qualquer outro personagem bíblico humano, que não Jesus, leia então: Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; (II Timóteo 3:16) Não há a menor dúvida; a Bíblia é a melhor leitura que um ser humano pode fazer; daí atribuir a mesma autoridade a todos os seus personagens é tudo o que Deus não quer; é para evitar este tipo de pensamento que a Bíblia existe; para combater a idolatria.

 Então vejamos quem tem autoridade na Bíblia: ... tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou à parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles; as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, tais como nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia branquear. E apareceu-lhes Elias com Moisés, e falavam com Jesus. Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, bom é estarmos aqui; façamos, pois, três tendas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. Pois não sabia o que havia de dizer, porque ficaram atemorizados. Nisto veio uma nuvem que os cobriu, e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi (Mc 9:2-7). Caro irmão, espero que você tenha considerado esta leitura e a partir dela concluído quem tem autoridade; é disto que precisamos: toda autoridade a Jesus Cristo.

A justificativa que apresentamos para o Jesuismo, não é exaustiva, ou seja, há muito o que se dizer para justificar que Jesus Cristo é Deus; no entanto, cremos que as pessoas que são da verdade não terão a menor dificuldade em crer em Jesus, quando ele afirma EU SOU QUEM SOU. Consideramos que não crer em Jesus sobre quem Ele diz ser é considerá-lo mentiroso; é o que nós queremos evitar que os cristãos façam. Queremos também evitar que cristãos vocacionados à pregação do Evangelho desistam dos seus ministérios, por causa de discordância com seus líderes; lembrem-se do que Jesus afirmou quando os judeus o criticavam, baseados em ninharias: Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque semelhante remendo tira parte do vestido, e faz-se maior a rotura (Mt 9:16).

A apologia que fazemos à divindade, à ética e consequente autoridade de Jesus Cristo não é uma peleja minha nem vossa; por isto, só devemos nos esforçar dentro do limite imposto por Jesus: Ora, iam com ele grandes multidões; e, voltando-se, disse-lhes: Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo (Lc 14:25-27). Sabemos que obra é muito grande; mas sabemos também que o mesmo Jesus que adverte as multidões sobre o que é necessário para alguém se tornar discípulo dele, no mesmo contexto missionário, faz uma conta divinamente generosa: E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa (Mt 10:42).

Como a peleja não é nossa, pedimos que se você não puder fazer nada por ela, ore o mais que você puder para que Deus faça a obra; se você puder fazer pouco, faça pouco e ore o mais que você puder para que Deus faça a obra; se você puder fazer muito, faça muito e ore o máximo que você puder, para que Deus faça a obra. Peço também que você não esqueça de que Jesus não tinha grande apresso pela suntuosidade do templo; do mesmo modo criticou duramente os judeus pelo seu modo hipócrita de orar. Por isto, recomendamos que você faça tudo o que estiver a seu alcance para dizer às pessoas quem Jesus diz ser e vigie para que não seja achado orando como hipócrita: orando por uma causa que não deseja, não crê nem se esforça por ela.

Cremos que Jesus não precisasse da proteção dos seus discípulos mais próximos, com quem andou durante todo o seu ministério terreno, no entanto, só ficou sozinho quando eles o abandonaram, conforme havia sido profetizado; por isto é muito importante compartilhar da crença de que Jesus realmente é quem diz ser, porque haverá muitas pessoas dispostas a crer, porque Jesus assim afirma: Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: ... se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa (Jo 15:20). Também pedimos que que Jesus seja ouvido quando afirma ... de graça recebestes, de graça dai (Mt 10:8), porque cremos que fazendo tudo exatamente com Jesus manda, recebemos o Espírito Santo e com Ele o sentido para as nossas vidas.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada (Mt 15:13).

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© 2012 Afonso Meneses