JESUISMO - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

ÉTICA E MORAL CRISTÃS

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática,
será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.
E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com
ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha

(Mt 7: 24-25)

A DIFERENÇA ENTRE ÉTICA CRISTÃ E MORAL CRISTÃ

Caro leitor, eu tenho razões de sobra para defender a divindade, a ética e consequente autoridade de Jesus Cristo; se você ainda não sabe porque eu tenho tanta consideração por Jesus Cristo, então clique no menu principal, no link TESTEMUNHOS, leia e descubra o que Deus quer fazer por você. Na verdade, eu recomendo que você leia todo o conteúdo deste site e busque em Jesus Cristo a sobrenaturalidade da qual todos nós seres humanos tanto dependemos. Com este artigo eu quero compartilhar com você o privilégio de estar realizando o sonho de poder dizer a todas às pessoas quem é Jesus Cristo; são milhares de acessos por mês ao meu site; muitas pessoas mostram discordância da minha abordagem em relação à divindade de Jesus; outras, simplesmente zombam; mas a maioria das pessoas concorda que suas almas foram criadas para receber Jesus Cristo como Deus.

Entre os leitores que se manifestam contrariamente à divindade de Jesus, estão os ateus, os humanistas, os cristãos sectários; ou seja, seguidores de seitas que se dizem cristãs, mas não creem no que Jesus afirma sobre si mesmo; via de regra, todos têm um certo conhecimento da Bíblia. Há, ainda, outros que têm conhecimentos profundos, e os adquiriram na busca incessante de provas proféticas de que Jesus não é o Messias. Na minha vivência, no dia a dia com as igrejas, tenho encontrado cristãos professos com as mais diversas opiniões sobre Jesus; a regra geral, é as pessoas, mesmo se declarando crentes, só crerem em algumas partes dos Evangelhos e em outros não crerem; crendo assim, estas pessoas consideram que Jesus seja um mentiroso. Se você se enquadra em um destes grupos, não tenha vergonha de admitir, mas, para a sua completa felicidade, busque na divindade de Jesus, o sentido para a vida, do qual você tanto precisa.

Para que você possa compreender os meus argumentos, nesta apologia, sobre a divindade, a ética e consequente autoridade de Jesus, deixe-me estabelecer a diferença entre moral bíblica e ética cristão. Creia, não é exagero considerar que a distinção entre estes dois conceitos levou uma turba de judeus a perseguir Jesus, durante todo o seu ministério terreno; ainda hoje, os problemas vividos pelo cristianismo são exatamente os mesmos vividos por Jesus há mais de dois milênios; os cristãos continuam colocando a moral bíblica acima da ética cristã. Os defensores da moral bíblica só não entram em conflito com os defensores da ética cristã porque não há defensores da ética cristã; todos os cristãos foram ensinados que o que vale é a moral bíblica e ninguém fala em ética cristã.

Para que você tenha uma ideia do que eu estou falando, vá até a uma livraria cristã e procure por um livro sobre ética cristã; você talvez não encontre nenhum livro sobre este assunto, e se encontrar, ele certamente abordará a moral bíblica, e não a ética cristã. Vejamos, então, o que é moral; moral é um conjunto de regras aceitas por um grupo social, por uma nação ou até mesmo por uma civilização inteira; qualquer atitude contrária a tais regras é considerada imoral; a moral é conservadora e mais ou menos estática. Veja, então, que o comportamento dos fariseus em nada diferia do comportamento dos cristãos atuais, considerados zelosos. Do mesmo modo que os fariseus tinham grande consideração por Moisés e pela lei atribuída a ele, os cristãos atuais têm enorme consideração pelo apóstolo Paulo, pelos demais apóstolos escritores; e pelos seus escritos constroem toda a moral bíblica baseada na opinião de tais homens; além de acumular toda a moral bíblica judaica, referente a lei atribuída a Moisés.

A ética é dinâmica, questionadora e revolucionária; ela se propõe, exclusivamente, a fazer intervenções na moral. Assim, quando uma pessoa desperta para a divindade de Jesus e o recebe como Deus, ocorre uma revolução ética na vida dela. Não se trata apenas da acomodação a uma nova moral, mais zelosa do ponto de vista religioso, mas de um novo nascimento. A moral pode ser considerada a ética consolidada, o que nos leva à conclusão de que uma ética cristã bem pregada conduz a uma sociedade moralmente sadia. Com a defesa da ética cristã, eu convido todos os leitores, a se esforçarem para a transformação da sociedade em algo moralmente alicerçado só em Jesus Cristo e não nos inúmeros ídolos tais como a Virgem Maria e os apóstolos, principalmente o apóstolo Paulo.

O ECUMENISMO ENTRE CRISTÃOS

O ecumenismo entre cristãos já pressupõe que existe divisão na igreja cristã, por motivos doutrinários. Estas divisões não seriam de todo um mal se as igrejas procurassem se livrar dos ídolos, de modo a tornar a face de Cristo mais visível. E propôs-lhes também uma parábola: Pode porventura um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco? (Lc 6:39). É isto mesmo; cego guiando outro cego. Por um lado, temos alguns pentecostais, cheios de arrogância, defendendo a evidência do batismo com o Espírito Santo, mediante o falar em línguas; que nada mais é do que um fenômeno conhecido como glossolalia. Estas manifestações, de falar em línguas estranhas, como quase todas as manifestações atribuídas a Deus, nada mais são do que línguas ensinadas; fraude, portanto. Isto para falar apenas de uma das inúmeras vilezas doutrinárias praticadas por pentecostais e neopentecostais. Via de regra, estes grupos se consideram puros demais para se misturar com outros cristãos e por isto rejeitam o ecumenismo.

Para quem não sabe o que é glossolalia, aí vai a definição do dicionário: glos·so·la·li·a: 1. [História religiosa] Dom sobrenatural das línguas 2. [Psiquiatria] Linguagem pessoal de certas doenças mentais constituída por neologismos e por uma sintaxe deformada. 3. [Ocultismo] Fenômeno extático, também chamado dom das línguas, em que o indivíduo emite uma série de sons ou palavras cujo sentido os ouvintes não podem compreender sem o concurso de outro indivíduo que possua o dom da interpretação (www.priberam.pt).Não queremos ficar com a definição fria do dicionário, mas também, não aceitamos o embuste do batismo com o Espírito Santo, baseado na evidência do falar em línguas e na gritaria; doutrinas assim fragilizam os crentes e os predispõe a crer em qualquer coisa que seja dita pelos seus líderes.

Justamente, porque Jesus é Deus, a língua dos anjos não cessou; por isto, quando os cristãos fazem um contato direto com Deus, sem nenhuma intervenção humana, elas podem irromper em línguas estranhas, glorificando a Deus, tão profundamente, que de outro modo jamais seria possível; isto não tem nada a ver com as imposições pentecostais para que os crentes busquem o batismo com o Espírito Santo, mediante o falar em línguas estranhas; Jesus não ensinou assim; o que aconteceu no ministério dos apóstolos, foi o encontro das pessoas com Deus, sem nenhuma intervenção humana, a não ser a ministração da Palavra de Deus, apresentando Jesus como o Messias; a encarnação de Deus.

Adverte-se sobre o perigo de os pentecostais e neopentecostais crerem em qualquer coisa, porque praticamente não se fala em ética cristã, no meio evangélico; não se fala em ética cristã, principalmente por dois motivos: motivos culturais e motivos de interesses particulares dos líderes. Os motivos culturais estão na raiz do protestantismo, que sobrevive há meio milênio, ignorando o que Jesus Cristo ensina sobre a importância das boas obras para a salvação e para o sentido da vida. O ensino sobre o sentido da vida, Jesus expressa através da parábola da casa edificada sobre a rocha e da casa edificada sobre a areia: Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. 27 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda (Mt 7:24:27).

Já os motivos de interesse dos líderes, se relaciona com o fato de os líderes pregarem que a santificação cristã tem como único requisito a exigência de que eles não façam críticas a seus ungidos; e para justificar tal absurdo, argumentam que Jesus manda que não devemos julgar as pessoas. Este tipo de comportamento dos líderes evangélicos levou ao surgimento de um rebanho formado por pessoas inocentes que são capazes de fazer qualquer coisa para se tornarem ricas. Só que este fazer qualquer coisa se resume em dar dinheiro aos líderes, principalmente no meio pentecostal da prosperidade. E o pior de tudo isto é que é tais líderes levam os cristãos a fazerem o que Jesus mais condena; eles mandam as pessoas amarem ao dinheiro e aos bens materiais; e isto é pecado; fazer o que Jesus proíbe, expressamente, nos Evangelho, é o grande pecado de quem se diz cristão. É um pecado contra o Espírito Santo, porque é um pecado de consciência. É claro que os pobres inocentes que procuram tais igrejas não têm noção de que se o Espírito Santo estiver em algum lugar, Ele estará na consciência das pessoas que fazem o que Jesus manda.

Tanto no meio pentecostal como no meio neopentecostal, os líderes têm a última palavra; eles sobem ao púlpito para serem empurrados pelas salvas de glória a Deus, aleluia! Não importando o que digam. Quando entram para a política, empurrados pelos muitos votos dos seus fiéis, estes líderes pentecostais entendem que recebem salvo conduto para fazerem o que mais sabem: enganar as pessoas. Vejamos como aconteceu um escândalo de repercussão nacional, em que seus envolvidos ficaram conhecidos como SANGUESSUGAS, dada a crueldade dos golpes aplicados contra o sistema de saúde, pelo superfaturamento de ambulâncias; chega a ser chocante ouvir as gravações da polícia em que pastores evangélicos trocam bênçãos de corrupção, em um contexto da mais absoluta crueldade.

Vejamos, então, como pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul perceberam o escândalo das sanguessugas, sob o título DE SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO ÀS SANGUESSUGAS: A RESSACA MORAL DOS EVANGÉLICOS, seguido pelo texto: A denúncia de envolvimento de diversos deputados evangélicos no escândalo da máfia das sanguessugas teve por efeito imediato diminuir drasticamente o tamanho da bancada evangélica no Congresso Nacional no último pleito. Haja vista que nenhum dos deputados evangélicos denunciados conseguiu se reeleger. Dos 60 membros da Frente Parlamentar Evangélica, somente 15 deputados federais foram reeleitos. A bancada evangélica minguou, em razão da queda acentuada no número de eleitos da Assembleia de Deus e da Universal do Reino de Deus, justamente as igrejas cujos políticos foram mais diretamente afetados pelas denúncias de superfaturamento e distribuição de propinas na compra de ambulâncias. (Mariano, Hoff e Dantas; In Evangélicos Sanguessugas, Presidenciáveis e Candidatos Gaúchos: A Disputa pelo Voto dos Grupos Religiosos - SEER - UFRGS - 2006).

O que mais preocupa, mas não surpreende, é que líderes cristãos reformados tradicionais aceitem o ecumenismo com líderes cristãos pentecostais e neopentecostais, sem fazer qualquer ressalva de cunho ético. Esquecem a ética suprema de Jesus expressa nos Evangelhos; não argumentam que Jesus Cristo é Deus, nem que somente a observância dos seus mandamentos garante que o Espírito Santo habite na consciência do cristão, conforme Ele mesmo afirma: Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós (Jo 14:15-17).

O que se pretende, cobrando ética cristã dos cristãos, é que se possa viver um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente sustentável. Não se pode negar que os ministros católicos preguem as boas obras e se oponham ao casamento de pessoas divorciadas; talvez isto venha trazer mais coesão à igreja, mas também é só coesão, imposta pela autoridade do papa. Também não se pode negar que os ministros católicos afirmem, insistentemente, em suas pregações, que Jesus é Deus; na prática eles ministram o culto à Virgem Maria e aos inúmeros santos; ídolos inventados pela própria igreja, há mais de mil anos. Para rebater as acusações de idolatria, os ministros católicos costumam afirmar que tanto a Virgem Maria como os santos são apenas ajudadores de Deus, no socorro aos pobres mortais. Esta é a moral religiosa do catolicismo; a prática arraigada de afirmar que Jesus é Deus, mas ignorar por completo a sua divindade. É preciso que os verdadeiros cristãos; supondo-se aqui aqueles que creem que Jesus Cristo é Deus e guardam seus mandamentos, estejam dispostos a pregarem a ética contida nos Evangelhos, como forma de se obter uma nova moral cristã, alicerçada na divindade de Jesus Cristo.

Os ministros católicos precisam ouvir alguém dizer que estas imagens que povoam suas igrejas representam centros de poder que desvia o povo da oportunidade de uma conversão genuína. Por isto, é muito comum encontrar-se pessoas que frequentam à igreja regularmente, e afirmarem que detestam Jesus, e que confiam neste ou naquele santo, a quem recorrem em situações de aflição. Este tipo de religiosidade popular nada tem a ver com um cristianismo verdadeiro; antes, é uma forma cômoda de os ministros católicos se acomodarem com a tendência natural dos seres humanos de serem supersticiosos; do mesmo modo que fazem muitos líderes pentecostais que se aproveitam da fraqueza da carne humana em relação à crença na felicidade baseada nas riquezas, mesmo que Jesus condene tal prática, como condena a idolatria religiosa. É preciso que os cristãos sejam ensinados a viver como Jesus Cristo manda, e de nenhum outro modo; isto é a ética cristã formando uma moral cristã genuína.

Neste ponto eu quero abrir um parêntese para afirmar que eu não estou julgando as pessoas, que por ignorância, adotam práticas religiosas que nada tem a ver com os Evangelhos; tais pessoas são ovelhas que em algum momento de suas vidas, se dispersarão porque não ouvem a voz de estranhos. É importante que tais pessoas que, de consciência buscam servir a Deus, sejam apoiadas por igrejas cristãs que sejam capazes de distinguir entre um pastor de ovelhas e alguém com aparência de pastor de ovelhas, mas seja um ladrão e assaltante; Jesus se apresenta a todos os enganados, como alternativa, para os pastores mentirosos, e diz: Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram (Jo 10:8).

Quando eu me refiro a igreja cristã, eu tomo como base uma igreja que tenha como único objetivo na Terra apresentar Jesus às pessoas como o Messias, a realização da profecia que afirma: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9:6). Eu não posso desvincular o cristianismo da ética cristã; isto não seria honesto, porque não é honesto afirmar que Jesus é Deus e não guardas suas palavras. Também não posso aceitar a moral cristã estabelecida ao longo dos séculos sem levar em conta a autoridade de Jesus; por isto, só posso conclamar os cristãos a convidarem Jesus a crescer em suas vidas e todos os outros a diminuírem, inclusive seus ministros.

Eu quero deixar bem claro, que igreja cristã é aquela que, firmada na Rocha, se comporta como uma entidade eterna; diferente dos grupos que atraem as pessoas com a promessa de que logo estarão curadas porque este ou aquele líder tem o poder de arrancar tumores com as unhas; são ladrões e assaltantes; outras pessoas são atraídas com a promessa de paz, porque este ou aquele líder tem o poder de falar o que elas querem ouvir; são ladrões e assaltantes. Outros ainda, são atraídos com promessas de riquezas, porque este ou aquele líder tem o poder de abençoar as pessoas com riquezas; são ladrões e assaltantes. Estas igrejas não têm existência longa porque logo seus líderes serão superados por líderes que são ainda mais ladrões e mais assaltantes do que eles; eles são ministros do pai da mentira, que é também o príncipe deste mundo, que já está julgado e com ele não há vitória.

É preciso que fique bem claro que para que o cristão se firme na Rocha é preciso que ele ouça e pratique o que Jesus manda: Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha (Mt 7:24-25). Infelizmente, em um mundo religioso tão corrompido, a ideia que se tem de igreja cristã, envergonha as pessoas mais afeitas à ética; ainda que tais pessoas não sejam cristãs professas. Líderes pentecostais e neopentecostais ensinam que a igreja cristã não tem a ousadia de determinar a felicidade dos fiéis; talvez esta seja a única verdade que tais líderes falam; porque Jesus não deu este poder a ninguém.

A igreja cristã, tal como eu a entendo, e tal como Jesus a estabeleceu, tem o objetivo de reformar a moral religiosa e social através dos séculos, ensinando e vivendo a ética contida nos Evangelhos; tal igreja tem como missão pregar a divindade de Jesus, ensinando aos seres humanos que a única fonte de luz é a Bíblia e que o único alimento capaz de proporcionar a felicidade humana é a obediência a Jesus Cristo, de acordo com os Evangelhos. Esta pregação tem que ser feita independentemente de as pessoas crerem ou não. Tal pregação precisa se basear na sobrenaturalidade de Jesus para atingir as consciências das pessoas. E, acima de tudo, a igreja cristã precisa usar como única metodologia de pregação, a apresentação de Jesus às pessoas; tal como Ele fazia e tal como os primeiros pregadores cristãos faziam.

O Jesuismo é uma apologia que tenta reconstruir a igreja cristã, baseada na verdade e na opinião de Jesus Cristo. Por isto, o Jesuismo aprova o ecumenismo entre cristãos e se coloca em posição equidistante em relação às religiões honestas. A defesa da divindade de Jesus e suas consequências não se dirige a este ou àquele grupo; antes, é dirigida a cada pessoa. Como o autor desta apologia congrega em uma igreja reformada tradicional, é de se esperar que demonstre uma tendência favorável à sua denominação, mas isto não acontece; não acontece porque não seria ético minimizar os danos causados pelo alinhamento da igreja reformada ao pensamento dos apóstolos, em detrimento dos Evangelhos, através dos séculos. Apesar de não ser uma igreja cristã perfeita, eu recomendo às pessoas procurarem uma destas igrejas para que possam viver um cristianismo mais próximo do que Jesus nos ensinou.

Eu defino a igreja reformada tradicional como a igreja da liberdade, onde o crente não sofre qualquer constrangimento por agir em razão da consciência. Devo admitir que ainda falta muito para que a igreja reformada tradicional tenha as feições da igreja primitiva, dos três primeiros séculos da era cristã. A igreja tem se caracterizado pelo desejo de ser eterna e não ceder à tentação de se pentecostalisar sob pressão interna; embora tal pentecostalização seja inevitável, percebe-se que as igrejas reformadas tradicionais que se pentecostalisam, incorporam a suas doutrinas apenas a liberdade para gritar durante o culto; além do mais, estas igrejas não conseguiram se firmar nem como igrejas tradicionais nem como igrejas pentecostais, e o que resulta destas igrejas é um legado decadente ou uma colcha de retalhos em que não se sabe o que é tradicional nem e o que é pentecostal.

Ao considerar o ecumenismo entre cristãos uma prática saudável, é preciso que fique bem claro que o cristão não pode aprovar o que Jesus proibiu; nem o ecumenismo ser uma forma de os espertalhões enganarem os crentes de boa-fé. Como eu tenho muita experiência com as práticas evangélicas nas periferias das grandes cidades, posso citar apenas um dos fenômenos bem comuns nos períodos eleitorais; ao se aproximarem as eleições, aparecem candidatos ou seus representantes falando sobre revelações espetaculares dirigida aos crentes, com o objetivo de angariar votos. São arapucas que se formam com o nome de igrejas, que fazem de tudo para conseguir seus objetivos, sem se importar com a santidade exigida por Jesus.

Para concluir minhas considerações sobre ecumenismo, quero deixar bem claro que dentro das igrejas existe um rebanho formado por aquelas pessoas que ainda se dispersarão porque não ouvirão a voz de ladrões e assaltantes. Há também dentro das denominações pentecostais, pessoas e até ministérios conscienciosos, que ainda conseguem ver a diferença entre Jesus e um chefe de quadrilha; no entanto, todas as pessoas que estão congregadas em igrejas, só podem se sentir seguras se professarem a fé de que Jesus Cristo é Deus; assim viveu a grande maioria dos cristãos nos três primeiros séculos da era cristã. Por isto, a diferença entre cristãos tradicionais e pentecostais desaparece quando as pessoas recebem Jesus como Deus; forma-se um só rebanho e um só Pastor.

A SEGURANÇA DAS PESSOAS QUE RECEBEM JESUS COMO DEUS

Quando Jesus andava entre a multidão, como no episódio em que a mulher enferma o tocou, Ele se apresentava ao mundo como o Messias; Emanuel, Deus conosco. Naquela época, Ele se apresentava ao mundo, acompanhado de doze homens que nos representavam em sua incredulidade e em sua sede de Deus; a sede de Deus é uma sede inescapável; de Tomé a Judas, Jesus lidava com extremos; Tomé extremamente incrédulo e Judas extremamente falso; Tomé sofria com sua terrível incredulidade; uma incredulidade franca; de alguém que lutava contra ela. Alguém que seguia Jesus por ver em sua sobrenaturalidade, o remédio para tanta incredulidade. Contrariamente, Judas era alguém com objetivos persuasivos; ele queria transformar a realidade a sua volta utilizando-se de fins que justificassem os meios; foi a falta de confiança na ética de Jesus, para transformar a sociedade, que fez com que Judas depositasse sua confiança no príncipe deste mundo, o qual já está julgado.

Por outro lado, Tomé via o dia amanhecer e o sol se pôr, sem que sua incredulidade dele cessasse; ele cumpria com a dura rotina de seguir a Deus sem ter nenhuma fé; mas ele via em Jesus a esperança de dias melhores. Para ilustrar o quanto Tomé era incrédulo, eu tomo como exemplo o episódio da ressurreição de Lázaro, em que Tomé se opõe veementemente que Jesus retorne a Betânia: Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele (Jo 11: 16). Considere que a incredulidade de Tomé era realmente grande, porque, mesmo após a ressurreição de Lázaro, ele continuou incrédulo; faltava-lhe dar o último passo, em direção a Deus; faltava-lhe algo que somente Deus pode dar, para despertar-lhe a fé, não bastava testemunhar a ressurreição de um morto.

Mas também, a Tomé, como a qualquer outro cristão, não bastava uma fé que o levasse a reconhecer Jesus como salvador, mestre, profeta, sábio ou sacerdote; esta fé miúda é mais um tropeço do que uma forma de libertação. Há quem pregue a suficiência da fé em Jesus como salvador; no entanto, Jesus jamais aceitou uma fé incompleta, vacilante; uma fé que pudesse contrapor sua condição divina a qualquer tipo de revelação humana. Que se entenda por revelação humana, aquela, que, ainda que esteja contida na Bíblia, por contexto, seja produto da conveniência humana; revelação que tão bem serviu a escribas e fariseus. Porque a grande revelação registrada na Bíblia, a respeito de Jesus Cristo, o apresenta como Deus.

Com a graça de Deus, Tomé seguiu Jesus até a sua morte; como Jesus prometeu, após sua morte os buscaria na Galileia, não tardou para que aparecesse a todos aqueles que haveriam de receber poder do alto para darem continuidade à obra de estabelecimento do reino dos céus aqui na Terra. Jesus, então buscou aqueles que se habilitariam a receber o Espírito Santo. Inicialmente apareceu a alguns, e isto, em nada aumentou a fé de Tomé: Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! (Jo 20:24-28).

Pela declaração de Tomé; a mais absoluta de todas já feitas por um ser humano, percebe-se que ele tinha enorme dificuldade em entender a profecia que afirma: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte ... (Is 9:6). É isto; ele tinha dificuldade em entender como um menino se torna Deus; para ele, Deus era algo distante, a ser tratado com mais respeito; ouvia, mas não entendia o que significava a afirmação de Jesus de que Ele e o pai são Um. Ele também não entendia o que significa Deus conosco. No entanto, pela sua confissão, ele passou a ser alguém apto a viver o reino dos céus em que Jesus promete, pelo Espírito Santo ser Deus em nós; também nele, portanto.

Caro leitor, como é que você vê a divindade de Jesus? Ou você ainda não vê, por mais que se esforce? O seu caso se parece com o de Tomé? Não desanime; Jesus não desistiu de Tomé. Pense, qual a sua motivação para crer que Jesus é Deus; Ele é Deus para que você determine o que Ele deve fazer em sua vida? Ou Ele é Deus para fazer da sua vida o que bem quiser? Pense nisto. Se sua motivação se baseia na opinião de Jesus Cristo, não tema; Ele quer fazer um contato com você, sem nenhuma intervenção humana; do mesmo modo que Ele buscou a Tomé, Ele vai ao seu encontro, porque a sobrenaturalidade dele continua a mesma; Ele tem poder para recompensar o seu esforço honesto em fazer a vontade dele.

Contrariamente ao que aconteceu com Tomé, o que aconteceu a Judas foi um completo abandono por parte de Jesus; Judas Iscariotes tinha seus planos; planos mascarados de cuidados para com os pobres. Certamente ele criou a igreja pentecostal da prosperidade; ele pregava uma forma de melhorar a vida financeira dos pobres, enquanto tirava o dinheiro que era lançado na bolsa para o sustento da obra terrena de Jesus; então vejamos como ele agia: Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse:  Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava (Jo 12:4-6).

Como o Espírito Santo habita na consciência de todos aqueles que se rendem à verdade de que Jesus é o Messias; Deus Forte, a incredulidade premeditada é o grande pecado contra o Espírito Santo. Judas pecou o tempo todo, seguindo a Jesus, certo de que ele, Judas, era o caminho; Jesus refuta toda a tentativa de alguém ser o caminho; tanto assim que, quando Pedro o chamou à parte e o aconselhou que evitasse o sacrifício da cruz, logo recebeu a resposta: E Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens (Mt 16:22-23).

Outro aspecto importante sobre a caminhada de Judas na companhia de Jesus é o modo imparcial e não diferenciado como Jesus tratava aos doze; tanto assim, que, ao final dos três anos, ninguém, entre os outros onze discípulos seria capaz de saber quem seria o traidor, apesar de Jesus o haver dito: Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós já temos crido e bem sabemos que tu és o Santo de Deus. Respondeu-lhes Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? Contudo um de vós é o diabo (Jo 6:67-70). O mistério envolvendo a escolha de judas, certamente não se desvenda pelo entendimento humano; mas, cabe a nós pregadores do Evangelho ensinar a ética que serve de alicerce para a moral de falar somente a verdade a todas as pessoas, em todos os contextos e levar deus a sério, segundo a opinião de Jesus Cristo.

Perceba que Jesus afirma que Judas é o diabo; Judas não foi influenciado por pensamentos inatos que nos acometem como seres humanos; como Pedro, ao aconselhar Jesus a não aceitar o sacrifício na cruz; Judas já entrou para o ministério de Jesus com o objetivo de usá-lo como uma peça em sua engrenagem, a ser encaixada, para que ele alcançasse seus objetivos; isto é muito grave. É grave, mas as igrejas pentecostais da prosperidade estão fazendo isto; elas estão usando o nome de Jesus para enganar as pessoas, principalmente os pobres e ignorantes. Pode ter certeza, os donos destas igrejas não ficarão impunes, como não ficarão impunes aquelas pessoas que conhecem o Evangelho e aceitam participar das mais absurdas formas de ofensa a Deus e ao ser humano. Estas pessoas não ficarão impunes porque Jesus afirma: ... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada (Mt 15:13).

Enquanto mais desafiadora que nos parecer a tarefa de pregar o Evangelho, mais os cristãos devemos buscar nestes quatro livros todo o sentido para a ação de Deus no mundo; então, vejamos qual o papel dos quatro Evangelhos perante o trono de Deus: Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir (Ap 4:8). Os Evangelhos são os olhos de Deus no mundo. Portanto, não nos impressionemos com pregações que não passem pelos Evangelhos; que não tenha seu conteúdo como única fonte de sabedoria e autoridade; este pode ser o evangelho de Judas Iscariotes.

A minha experiência, como pregador do Evangelho e apologista da divindade e da ética de Jesus Cristo, me leva a afirmar que não há segurança alguma em pregações, por mais elaboradas que sejam, que não tenham como único foco o conteúdo dos Evangelhos. Tais pregações trazem muita canseira ao pregador; elas são providencialmente esvaziadas; elas não podem prosperar; quando muito, alimentam uma congregação e a mantém viva, no limite da inanição, até que caia na terra chuva abundante e encha os mananciais, sacie a sede dos sedentos e garanta a produção abundante de frutos. Portanto, cada pregador precisa dedicar muito do seu tempo à oração para que lhe seja concedida a revelação especial de que só Jesus Cristo é Deus.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada (Mt 15:13)

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