AFONSO MENESES - TODA AUTORIDADE A JESUS CRISTO

MEU PAI TRABALHA ATÉ AGORA, E EU TRABALHO TAMBÉM

Caro leitor, o Jesuismo é uma comunidade formada por todas aquelas pessoas que creem que Jesus Cristo é Deus, e desejam propagar esta verdade pelo mundo a fora. O fato de ser uma comunidade virtual não faz deste movimento um grupo de críticos irresponsáveis, pois, todas as opiniões emitidas neste site se baseiam unicamente nos Evangelhos e nos demais conteúdos bíblicos não revogados por Jesus Cristo. Em poucas palavras, podemos dizer que o intuito do autor deste site é convidar todos os seus leitores a tomarem a decisão de falarem somente a verdade a todas as pessoas em todos os contextos, e a levarem Deus a sério, de acordo com a opinião de Jesus Cristo; só assim poderá ser reconstruído um cristianismo mais verdadeiro, ético e socialmente responsável.

O autor deste site, Afonso Irene de Meneses, é um pregador do Evangelho e apologista da divindade, da ética e da autoridade de Jesus Cristo, que  propõe um movimento formado por cristãos que creem que a igreja só pode influenciar o mundo se nós cristãos apresentarmos Jesus às pessoas como Deus e não como um mestre, um sábio, um filósofo, um profeta, um sacerdote ou qualquer outro título humano. Na prática, o que se pretende, é restabelecer a autoridade de Jesus Cristo, sobre tudo e sobre todos, a começar pela própria Bíblia e seus muitos autores. Queremos incentivar a prática da religião cristã de forma muito simples e que a consagração pessoal do cristão a Deus e a seu próximo seja a única forma clara e precisa de os cristãos buscarmos sentido para as nossas vidas.

O método de pregação do Evangelho que sugerimos aqui já foi testado com sucesso entre os anos 100 e 300 da era cristã; no início daquele período da história da igreja cristã, a igreja havia sido praticamente extinta, devido às mais graves perseguições que a igreja sofreu; no entanto, nos duzentos anos seguintes, que formam o período da história da igreja conhecido como anti-niceano; neste período, não houve um só grande missionário, mas todos os cristãos se tornaram missionários de Jesus Cristo. Com o império romano marchando para o seu apogeu, todos os esforços de Roma se voltaram no sentido de consolidar o domínio romano sobre as províncias conquistadas, por isto, os cidadãos romanos eram recrutados para as batalhas e deixavam em casa as mulheres, as crianças, os escravos e os problemas.

Com todas as atenções voltadas para as prioridades do império, Roma só tomava conhecimento do crescimento do cristianismo quando tinha que sacrificar mártires cristãos pertencentes à sua nobreza. Tais cristãos surgiam porque os escravos, as mulheres e as crianças faziam cultos familiares, tendo como único ponto de fé: a divindade de Jesus Cristo; assim, em poucas gerações, iam se formando mais e mais cristãos dispostos ao martírio, por afirmarem que Jesus, e não o imperador era Deus. Para descrever o crescimento do cristianismo naquela época, Tertuliano, em sua obra afirma: Nós somos um povo que surgiu ontem, mas nós já enchemos todos os lugares que pertenciam a vocês: cidades, ilhas, castelos, bairros, assembleias, campos, tribos, exércitos, palácios, o senado e o fórum. Nós só deixamos para vocês os vossos templos. E, observe que a população de cristãos era composta majoritariamente por miseráveis, moradores de rua, trabalhadores braçais, mendigos, escravos, crianças e mulheres.

Se você concorda em se comprometer, diante de Deus, a falar somente a verdade a todas as pessoas e em todos os contextos, e a levar Deus a sério, tanto quanto o conhece, de acordo com a opinião de Jesus Cristo, a sua participação nesta obra será muito importante; e aqui vão algumas sugestões do que você poderá fazer para tornar o cristianismo mais parecido com o que Jesus mandou que vivêssemos. Abaixo são sugeridas algumas ações que podem servir como modelo de ação;

REMENDO NOVO EM VESTIDO VELHO

Quando Jesus ensinava, em seu ministério terreno, muito do que os judeus criam ser a Lei de Moisés ia caindo por terra; assim aconteceu com as mortes de pecadores por apedrejamento; com a observância de que as pessoas lavassem as mãos antes de comer, como forma de ritual religioso; com a proibição de que se comesse certas comidas por serem consideradas impuras e a proibição de que se pagasse impostos para o estado, além da marginalização dos cobradores de impostos ao estado. Não somente estas práticas foram revogadas, mas também os sacrifícios de animais e a circuncisão foram revogados; porque então, o dízimo continua vigente?    

Vamos aos argumentos de que o dízimo não é para os cristãos e sim para os judeus que não reconheciam o poder do estado romano e formavam um estado independente, dentro do império romano, e que Jesus não aprovava. Também podemos considerar que o governo de Israel sempre foi teocrático e o imposto cobrado para satisfazer às necessidades dos pobres e das viúvas era o dízimo; ele era cobrado no contexto religioso, pelos levitas. O profeta Malaquias confirmou o dízimo para os judeus, em um contexto em que o governo era teocrático e o dízimo era usado como forma de prover às necessidades do povo de Israel: Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança (Ml 3:8-11). 

O que temos, há mais de meio milênio, é um estado moderno arrecadador; e a bem da verdade, também provedor das necessidades dos mais fracos. Felizmente, temos um estado laico; ou seja, um estado que não deve se intrometer nas questões religiosas. No entanto, os pregadores cristãos continuam recorrendo à autoridade do profeta Malaquias, contida no parágrafo anterior, para rotular os fiéis de ladrões, se não lhes dão o dízimo; esquecem de que a principal mensagem do profeta era contra os sacerdotes corruptos e não contra o povo. Um argumento de que o dízimo não é para os cristãos vem dos livros do Novo Testamento; de Atos dos Apóstolos ao Apocalipse só temos referências aos dízimos, na carta aos Hebreus, em que o autor considera o sacerdócio de Melquisedeque superior ao dos levitas; e, por consequência, Jesus Cristo, superior a todos os outros, a quem devemos não só o dízimo, mas tudo o que podemos fazer, tudo o que temos e tudo o que somos; não devemos dar o dízimo para afastar o devorador, mas a vida, ainda que para ser devorada.

Nada temos contra alguém fixar uma meta de doar dez por cento da sua renda para a obrado Senhor; muito pelo contrário, até apoiamos as iniciativas de consagração total à obra do Senhor; o que não podemos aceitar é que a autoridade do profeta Malaquias seja usada como se ela fosse o grande fundamento para a cobrança do dízimo; como se Jesus nada tivesse falado sobre a prioridade a ser dada à justiça, à misericórdia e à fé: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas. Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo (Mt 23:23-24).

Em toda a literatura cristã, desde os tempos apostólicos até o século IV da era cristã, nada se fala sobre dízimos; o que se fala é de uma disposição ilimitada de servir a Deus e ao próximo que brotava do coração de cada cristão que confessasse haver recebido Jesus Cristo como Deus. Infelizmente, do século IV em diante, Jesus deixou de ser o foco da Bíblia e entraram em cena os autores do Novo Testamento que deram as mãos aos autores do Antigo Testamento, que já estavam lá; com isto, toda autoridade foi atribuída aos autores da Bíblia, que continuam, até hoje, totalmente inspirados, totalmente inerrantes e totalmente infalíveis; mesmo que Jesus tenha revogado boa parte dos seus fundamentos. Portanto, o que queremos, com o Jesuismo é trazer de volta toda autoridade a Jesus Cristo; que Ele cresça e todos os outros diminuam.

Ao analisarmos a história da igreja, percebemos que a partir do século IV a igreja começou a se preparar para exercer poder temporal; tanto assim que no século V se iniciou a idade média, período da história conhecido como o período das trevas; período que corresponde a cerca de mil anos, em que a maior parte do mundo conhecido esteve sob o domínio de uma igreja dizimista, e não dedicada à justiça; militarista e não dedicada à misericórdia e imperialista e não dedicada à fé. Com o fim da idade média, caíram o militarismo e o imperialismo da igreja, no entanto, o poder dizimista continuou firme, mesmo na igreja reformada, que surgiu para ensinar ao mundo que as boas obras não são essenciais à salvação, ainda que Jesus Cristo diga exatamente o contrário.

O que fazer, então, deixar a igreja sem nenhum recurso? Não é isto que pregamos; reconhecemos que haja muitas denominações sanáveis, desde que se rendam à verdade de que só Jesus Cristo é Deus e a Ele somente seja atribuída toda autoridade. Recebendo Jesus como Deus, a igreja passa a pregar e a realizar as boas obras como Jesus manda; aí ela vai precisar de recursos, mas não pode desconsiderar que não estamos mais em um estado teocrático, como os judeus dos tempos do profeta Malaquias; vivemos em um estado moderno de direito a cujas autoridades nos submetemos e a quem pagamos impostos, como Jesus pagou ao império romano; precisamos dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus; e não vemos como justiça, misericórdia e fé possam ser úteis ao estado, nem como o dinheiro dos dízimos, nas mãos dos líderes religiosos possa ser mais útil a Deus do que na mão do próprio cristão que interage dia e noite com a sociedade, podendo aplicar seus recursos onde eles lhe parecer mais apropriado.   

O maior prejuízo ético da cobrança do dízimo em um estado moderno de direito é que todos os cristãos sabem que o dízimo corresponde a dez por cento dos ganhos de uma pessoa; no entanto, qualquer quantia ofertada é considerada dízimo, o que já é uma mentira; inaceitável em qualquer contexto, principalmente, nas relações com a igreja e com Deus. O que sugerimos é que os líderes conversem com os fiéis, olhando no olho, e vejam com quanto cada um pode contribuir; não vejo como três por cento da renda do cristão não possa ser comprometidos com a igreja, para que ela possa atender aos necessitados não atendidos pelo estado, como instituição religiosa que é. Desta forma, sobrariam recursos para que os cristãos pudessem atender aos necessitados, onde eles estivessem, com a urgência que o caso exigisse.

Observe que não queremos desorganizar a igreja; o que pretendemos é que a igreja, assim como a Bíblia se torne mais amável; e sendo amável, a igreja vai encontrar quem a ame de verdade e consagre a Deus, através dela, não somente os recursos materiais, mas também os pés, as mãos, o coração e a mente, para a obra do Senhor. Vamos falar de frente com Deus e com todos os seres humanos; vamos ler o livro do profeta Malaquias e tirar dele as lições que dele emergem. Porque o livro do profeta Malaquias é uma cabeça de ponte do lado judaico que liga o judaísmo ao cristianismo; vamos entender que Deus quer renovar seu pacto com o seu povo; e que entre os temos deste pacto, acima de tudo, venhamos a nos comprometer em falar somente a verdade a todas as pessoas, em todos os contextos e a levar Deus a sério, de acordo com a opinião de Jesus Cristo.       

Por considerar que a igreja cristã precisa ser ágil, o Jesuismo recomenda que os cristãos compartilhem suas ideias sobre a divindade, a ética e consequente autoridade de Jesus Cristo, em um ambiente espiritual e não necessariamente físico de um templo, como faziam os cristãos dos três primeiros séculos da era cristã. Vamos construir uma igreja cristã nômade, com os pés, as mãos, o coração e a mente fixos em Jesus Cristo em em seus Evangelhos. Vamos considerar que a igreja nunca fez tantos prédios quanto na idade média e que eles estão praticamente todos abandonados; não vamos nos indispor por causa de templos, vamos nos dispor a agir como templos do Espírito Santo, onde Jesus e o Pai farão morada. Vamos eapalhar a boa nova da salvação, ainda que a terra esteja seca; vamos admitir que a peleja não é nossa, ela é do Senhor, e é Ele quem faz chover sobre a terra.

... Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada Mt 15:13.

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©2012 Afonso Meneses